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	<title>Arquivos ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA - De Frente Com A Notícia</title>
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	<title>Arquivos ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA - De Frente Com A Notícia</title>
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		<title>Geny de Carvalho Oliveira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 22:11:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>COLUNISTA: Ivana Cristina Colaboração: Luz Marina e Maria Cecília Ícones de Brasileia e Epitaciolandia volume II Geny de Carvalho Oliveira, nasceu em 16 de novembro de 1937, no bairro Três Botequins, em Brasileia, Acre. Filha de Antônio Nicolau de Carvalho, nordestino, e de Cecília Maria de Carvalho, acreana, nascida em Xapuri. Além de Geny, eram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong>COLUNISTA: Ivana Cristina </strong><br />
<strong>Colaboração: Luz Marina e Maria Cecília </strong><br />
<strong>Ícones de Brasileia e Epitaciolandia volume II</strong></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Geny de Carvalho Oliveira, nasceu em 16 de novembro de 1937, no bairro Três Botequins, em Brasileia, Acre. Filha de Antônio Nicolau de Carvalho, nordestino, e de Cecília Maria de Carvalho, acreana, nascida em Xapuri. </strong><br />
<strong>Além de Geny, eram pais de: Higino Nicolau de Carvalho e Eugênia de Carvalho. Seu irmão, Avelino Gabino de Souza, era filho do primeiro casamento de sua mãe. Geny ainda teve outro irmão, Almir Lopes Feitosa, seu irmão por parte de pai.</strong><br />
<strong>Em 1945, aos 08 anos, Geny iniciou seus estudos na Escola Francisco Ângelo da Silveira, que ficava próxima a residência do senhor Deca e da senhora Maria Arthur, no bairro Três Botequins.</strong><br />
<strong>O bairro tem esse nome, porque na época existiam apenas três botequins. </strong><br />
<strong>Antigamente, tinha o 1° ano atrasado, 1° ano médio e 1° ano adiantado, Geny estudou todos eles com a Professora Antônia Pinheiro Nemetala. </strong><br />
<strong>Em 1949 fez o 2° ano, com a Professora Olíria Souza Marques. </strong><br />
<strong>Geny amava estudar na sua escola, porém, em 1951, a família teve que se mudar para a Zona Rural, local onde hoje é o bairro Marcos Galvão. </strong><br />
<strong>Neste mesmo ano cursou o 3° ano no Grupo Escolar Odilon Pratagi a Professora era Deuzuíte Matos e o 4° ano concluiu em 1952, no Grupo Escolar Getúlio Vargas, a Professora era Caetana Gadelha. </strong><br />
<strong>Ao falar da época, Geny lembra com saudades das antigas famílias que residiam no bairro, o senhor Chico Correio, que era carteiro, Dona Genésia, mãe da Maria Severina, Creuza e o senhor Valcírio, Maroca Cardoso, Josefa Araújo (doou uma casa para o seu irmão Higino), Chiquinha Pernambuco, Olívia e o senhor José Pinheiro, Santinha, Silvino(tinha uma espécie de loja com diversos produtos), Maria Feitosa, mãe do Elias Feitosa. Foram pessoas que marcaram sua vida e deixaram ótimas lembranças. </strong><br />
<strong>Aos 15 anos, já com o curso primário concluído, continuou com sua família trabalhando nos afazeres de casa, na agricultura e desenvolvendo a habilidade de costurar em uma máquina de costura a mão. </strong><br />
<strong>A vida era difícil, mas ela era persistente. </strong><br />
<strong>Aos 19 anos, conheceu o amor de sua vida, Francisco Theodoro de Oliveira, apelido &#8220;Chico Galvão&#8221;. Ele ficou apaixonado pela bela Geny, olhos encantadores, sorriso lindo, gentil e amável. Ela era a princesa que ele esperou por toda vida! Namoraram e casaram. </strong><br />
<strong>Foram morar em uma localidade chamada Ajuricaba (Seringal Carmem). A vida no seringal era difícil, muito trabalho e pouco retorno financeiro. Geny ajudava seu esposo na agricultura, cuidava dos afazeres domésticos e costurava em uma máquina manual, a luz de lamparina.</strong><br />
<strong>Costurar era um aprendizado diário, mas também um passatempo. Que no futuro, transformou-se em uma fonte de renda.</strong><br />
<strong>Após dois anos no seringal, retornaram ao Bairro Três Botequins, residindo novamente por dois anos, até encontrar o lugar ideal no Seringal Carmem, colocação Fé em Deus, propício para cultivar o extrativismo, pecuária e a agricultura. </strong><br />
<strong>Agora, Geny era uma costureira profissional e adquiriu sua primeira máquina de pé, companheira nas madrugadas. </strong><br />
<strong>Durante o dia ficava cuidando da educação das filhas, dos trabalhos de casa, plantios e colheitas. </strong><br />
<strong>Quando suas filhas já tinham idade para estudar, voltaram para a cidade. Precisavam proporcionar uma educação melhor para suas filhas. </strong><br />
<strong>Geny estava com 42 anos, quando sua filha mais nova nasceu: Ana Kelly. Ela já era mãe de Luz Marina, Alderina, Mariuza(im memorian), Maria Cecília e Eliana. </strong><br />
<strong>Com o nascimento de Ana Kelly, a responsabilidade do casal dobrou. Sem trabalho formal, Chico Galvão trabalhou em um pequeno comércio e depois desenvolveu várias outras atividades para prover o sustento da família.</strong><br />
<strong>Geny, já era uma costureira afamada na região, seu trabalho era feito com amor, dedicação e carinho, desenvolvendo um padrão de qualidade. Enquanto seu esposo dormia, cansado da rotina diária, ela permanecia costurando até de madrugada, para ajudar no sustento da família. </strong><br />
<strong>Geny não costurava uma simples roupa, costurava sonhos. Quando alguém vestia uma peça feita por suas mãos, via o olhar de suas clientes ganharem um brilho especial. Se sentia realizada, mas o sonho de estudar persistia. </strong><br />
<strong>Finalmente, aos 47 anos surgiu uma oportunidade de continuar estudando. Concluiu o 1° Grau em 1984 na Escola Getúlio Vargas e o 2° Grau em 1985 pelo Programa LOGOS II, na Escola Kairala José Kairala. </strong><br />
<strong>Formada, ingressou na Secretaria de Educação e Cultura do Acre, construindo uma trajetória brilhante como professora, inicialmente no pré-escolar, depois na segunda, terceira séries e em seguida como Secretária Escolar e Vice Diretora na Escola Manoel Fontenele de Castro, entregando mais de duas décadas de serviço à Educação. Cada ano de trabalho carrega não apenas esforço, mas também o compromisso de transformar vidas por meio do conhecimento. </strong><br />
<strong>Ao falar de sua família, sua voz se enche de orgulho. Seus esforços foram recompensados. Suas filhas trilharam caminhos diversos, entre Educação e os Setores Bancário e Empresarial, refletindo os valores que ela cultivou com tanta dedicação e cuidado: o respeito, a honestidade e, sobretudo, a importância do estudo. Esse legado também floresce em suas filhas e netos, que carregam consigo os ensinamentos de uma vida inteira dedicada ao bem.</strong><br />
<strong>Hoje, aos 88 anos, professora aposentada, viúva, está sempre na companhia das filhas, netos, bisnetos, tataranetos e amigos.</strong><br />
<strong>Geny é uma referência, uma mulher que nunca desistiu dos seus sonhos. Seus sonhos foram adiados, mas nunca esquecidos. Voltou a estudar e mostrou que nunca é tarde para desistir de seus objetivos e atingir suas metas. A trajetória é difícil, mas a vontade de vencer precisa ser maior.</strong><br />
<strong>A senhora Geny e sua admirável família, minha admiração e respeito.</strong></h4>
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		<item>
		<title>Elba Paiva da Rocha</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/elba-paiva-da-rocha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 15:14:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Colunista: Ivana Cristina Ícones de Brasileia e Epitaciolandia Hoje, uma grande mulher foi embora, como tantas grandes mulheres que povoaram a minha infância. Lembro com carinho quando ela vinha da colônia arrodeada por seus filhos. A pequena Vila Epitácio acompanhou sua trajetória como matriarca da família Rocha. Família grande! Família unida! Família referência! Ela criou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Colunista: Ivana Cristina<br />
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Hoje, uma grande mulher foi embora, como tantas grandes mulheres que povoaram a minha infância. Lembro com carinho quando ela vinha da colônia arrodeada por seus filhos. A pequena Vila Epitácio acompanhou sua trajetória como matriarca da família Rocha.</strong><br />
<strong>Família grande! Família unida! </strong><br />
<strong>Família referência!</strong><br />
<strong>Ela criou seus filhos trabalhando.</strong><br />
<strong>Mostrando a cada um que era possível vencer, através do trabalho, através da educação.</strong><br />
<strong>E seus filhos se tornaram grandes homens e admiráveis e lindas mulheres.</strong><br />
<strong>Dona Elba é de uma geração que criava seus filhos com pulso firme, mas com muito amor envolvido.</strong><br />
<strong>Um amor que ela demonstrava em seu olhar, em seu raro sorriso&#8230; O mesmo sorriso que eu vejo em seu filho Rivaldo.</strong><br />
<strong>Dona Elba foi um exemplo para uma geração que cresceu vendo a força de uma mulher. A matriarca que nunca abandonou os seus. Que transmitiu seus valores a seus descendentes.</strong><br />
<strong>A grande e admirada família que construiu está orgulhosa da trajetória dessa incrível mulher, que eu tive o prazer de conhecer e admirar.</strong><br />
<strong>Enquanto seus amados filhos, choram a sua partida, o céu está em festa para receber essa inesquecível guerreira. Descanse em paz Dona Elba.</strong></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Maria Conceição da Silva</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/maria-conceicao-da-silva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 18:13:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina Colaboração: Acendina Pessoa e Deca Depoimento da própria Conceição Ícones de Brasileia e Epitaciolandia volume II Conceição nasceu em 28 de outubro de 1950, no Seringal Três Corações, na Bolívia O seringal era de propriedade do pai do Meleco Farah. Conceição teve uma infância difícil no seringal, com o tempo veio morar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">colunista: Ivana Cristina<br />
Colaboração: Acendina Pessoa e Deca<br />
Depoimento da própria Conceição<br />
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia volume II</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Conceição nasceu em 28 de outubro de 1950, no Seringal Três Corações, na Bolívia </strong><br />
<strong>O seringal era de propriedade do pai do Meleco Farah. Conceição teve uma infância difícil no seringal, com o tempo veio morar com a família em Brasileia. </strong><br />
<strong>O tempo passou! Mãe muito jovem, precisava trabalhar para prover o sustento do filho. Estava à procura de trabalho, quando </strong><br />
<strong>Dona Amélia Farah convidou-a para trabalhar como cozinheira no Seringal Três Corações na Bolívia e Conceição aceitou o convite, levando seu filho Edson para o seringal.</strong><br />
<strong>Trabalhando no seringal, conheceu Nelson Meireles. Um homem dedicado ao trabalho, logo foram morar juntos e dessa união, tiveram 02 filhos: Edilene(Deca) e Edmilson. No início do relacionamento ele era muito bom para ela, mas</strong><br />
<strong>com o passar do tempo, Nelson começou a &#8220;judiar&#8221; de Conceição. Certo dia, quando Nelson saiu para trabalhar, Conceição fugiu com os filhos pequenos. Estava cansada de apanhar e não aguentava mais levar aquela vida.</strong><br />
<strong>Veio para Brasiléia morar com sua mãe, mas precisava trabalhar para sustentar seus três filhos. </strong><br />
<strong>Começou a trabalhar na Hospedaria do senhor Antônio Sabino, na beira do rio, em Vila Epitácio. A hospedaria era localizada perto do antigo porto da catraia, da antiga Agência da rodoviária e do antigo posto do Mansour. Funcionava um forró ao lado, o Forró da Florzinha.</strong><br />
<strong>A hospedaria do Antônio Sabino vivia cheia de hóspedes, com o tempo, além do café da manhã, passaram a servir almoço e jantar. Conceição aperfeiçoou seus conhecimentos culinários, cozinhava divinamente. Muitos caminhoneiros, vendedores ambulantes e viajantes ficavam hospedados e faziam suas refeições no salão da hospedaria. O movimento era intenso. Após 06 anos trabalhando na hospedaria do Antônio Sabino, Conceição, economizando cada centavo, pediu demissão e resolveu montar sua própria pensão em sua casa, localizada no Beco da Maringosa, assim ficaria mais próxima de seus filhos. Seu Antônio Sabino era um ótimo patrão, mas doía passar o dia longe de seus filhos, sem acompanhar o crescimento deles. Nesse período conheceu Seu Antônio, que tinha o apelido de &#8220;Preguiça&#8221;. Moraram por três anos e tiveram uma filha: Rosilene (apelido de Rosinha).</strong><br />
<strong>Conceição continuava trabalhando, os fregueses da hospedaria do Camurça almoçavam na pensão da Conceição. Seu tempero era elogiado por muitas pessoas, logo precisou ampliar seu negócio e mudou a pensão para o Barracão do senhor Massaude. </strong><br />
<strong>Mas, o espaço não era ideal para sua freguesia, precisava de um ambiente melhor.</strong><br />
<strong>Conceição sonhou em construir um restaurante. Mas, teve que trabalhar muito, economizando bastante para que seu sonho se tornasse realidade.</strong><br />
<strong>Era promessa de sua avó, que no dia que ela conseguisse montar seu próprio restaurante, ele teria o nome de &#8220;Bom Sucesso&#8221;.</strong><br />
<strong>E assim, ela fez,</strong><br />
<strong>o Restaurante Bom Sucesso foi inaugurado. Localizado em frente a Praça Hugo Polly, um local estratégico, atraia muitos frequentadores. A freguesia crescia a cada dia, muito trabalho envolvido e precisou contratar funcionários para ajudar no restaurante. A &#8220;lida&#8221; diária era cansativa, porém gratificante. Criou seus filhos e educou com os frutos do seu trabalho. Conceição casou-se com Antônio Carneiro, que trabalhava na Prefeitura. Antônio Carneiro era um homem muito conhecido e trabalhador, infelizmente faleceu.</strong><br />
<strong>Conceição conheceu Paulo Coelho da Silva, e estão juntos há 40 anos.</strong><br />
<strong>Conceição trabalhou por muito tempo, rotina cansativa e já não tinha o vigor de outrora. Ela adoeceu e não conseguiu acompanhar aquele ritmo diário de trabalho do restaurante. Infelizmente, após 30 anos de funcionamento, o Restaurante Bom Sucesso fechou suas portas.</strong><br />
<strong>Há 18 anos, Conceição sofre com a doença de Parkinson. Um distúrbio neurodegenerativo crônico que afeta o sistema motor, causando tremores e lentidão de movimentos.</strong><br />
<strong>Atualmente, mora na parte &#8220;alta da cidade&#8221;, na companhia de seu esposo Paulo, cercada por seus filhos e netos. </strong><br />
<strong>Às vezes, senti saudades do trabalho no restaurante, no vai e vem das pessoas, nas conversas rotineiras e das amizades. Impossibilitada de realizar tarefas domésticas, senti falta de &#8220;cuidar das suas coisas&#8221; em casa, principalmente de cozinhar.</strong><br />
<strong>Conceição é uma mulher forte, faz tratamento contínuo e mantém-se lúcida. Recorda com saudades dos colegas que trabalharam com ela no Restaurante Bom Sucesso.</strong><br />
<strong>Os cuidados e o amor que sua família dedica a ela, são essenciais para sua recuperação. Seu esposo, seus 04 filhos, 06 netos e 08 bisnetos são seus amores, seus alicerces e sua esperança para um futuro melhor.</strong><br />
<strong>Conceição é uma mulher admirável, guerreira, batalhadora, uma mãe aguerrida que criou seus filhos em meio às dificuldades da época e se manteve firme, com fé na recuperação de sua saúde.</strong></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Anália Soares Damacena, a Matriarca da Família Pacheco</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/69625-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 18:03:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>colunista Ivana Cristina Colaboração: Maria Alda Soares Pacheco Ícones de Brasileia e Epitaciolandia Anália nasceu dia 28 de fevereiro de 1929, no seringal São Francisco, Colocação União, às margens do Rio Purus, município de Sena Madureira. Filha de Antônio Sabino Soares e Maria Francisca de Almeida. Aos 07 anos de idade, ficou órfã de pai, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>colunista Ivana Cristina<br />
Colaboração: Maria Alda Soares Pacheco<br />
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Anália nasceu dia 28 de fevereiro de 1929, no seringal São Francisco, Colocação União, às margens do Rio Purus, município de Sena Madureira. Filha de Antônio Sabino Soares e Maria Francisca de Almeida. Aos 07 anos de idade, ficou órfã de pai, teve que trabalhar cedo para ajudar sua mãe, mas o destino foi implacável com a menina Anália, aos 13 anos ficou sem sua amada mãe. Com a perda de sua mãe, foi morar com sua irmã mais velha, Maria Rodrigues, conhecida por Zefinha e seu cunhado Pedro Rodrigues (ambos eram seus padrinhos). Infelizmente não teve como frequentar a escola, pois precisava trabalhar, para garantir o seu sustento. Órfã, aos 16 anos, casou-se em 30 de outubro de 1945, com Pedro Vitor Damacena. Era costume da época, as meninas casarem muito jovens. Dessa união nasceram três filhos: João Batista Soares Damacena, Lucimar Soares Damacena e Francisco Soares Damacena (Zuca). Após sete anos de casados, o casamento chegou ao fim.</strong><br />
<strong>Com a separação, Anália teve que trabalhar muito mais para sustentar seus filhos, uma mulher que cedo perdeu a proteção e o amor de seus pais, precisava ser firme, forte e determinada, por seus filhos e por ela.</strong><br />
<strong>Seu coração estava fechado para o amor, quando conheceu o &#8220;galã da região&#8221;, Francisco Pacheco. Ele era um homem bonito, &#8220;vistoso&#8221; e paquerado pelas mocinhas da região. Mas, depois que conheceu Anália, ele só tinha olhos para ela. Foi amor à primeira vista e apesar da sua relutância inicial, ela não resistiu aos encantos dele. </strong><br />
<strong>Em fevereiro de 1953, casaram informalmente. Francisco Pacheco era um homem trabalhador, responsável e amoroso. Anália se sentia segura, protegida e amada por ele. Ela cuidava dos afazeres domésticos e dos filhos: Edimar Soares Pacheco (Pojoca), Francisco Soares Pacheco (Chaga), Edimires Soares Pacheco(Nega), José Soares Pacheco, Maria Alda Soares Pacheco, Manoel Messias Soares Pacheco, Edigar Soares Pacheco, Deuzimar Soares Pacheco e Maria José Soares Pacheco. Apesar de todas as dificuldades que a vida difícil no seringal lhe proporcionou, ela teve a honra de construir com muito capricho e competência uma família linda, honesta e trabalhadora. Mãe de 12 filhos, sempre foi uma defensora incondicional deles, uma leoa, educou-os com amor e dedicação.</strong><br />
<strong>Após 57 anos de convivência, Anália e Pacheco decidiram pedir a bênção de Deus sobre suas vidas, realizando o Sacramento do Matrimônio em 27 de fevereiro de 2010, data em que ela comemorava seus 80 anos.</strong><br />
<strong>Anália ao longo de sua vida, realizou mais de 60 partos, era uma parteira afamada na região e desempenhava sua função com maestria.</strong><br />
<strong>Anália gosta de reunir toda a família à mesa, gosta de viajar, conheceu muitos lugares do Brasil, participou do Bloco Maracangalha, no carnaval de 2004, 2005 e 2006. Aliás, ela ama dançar. Quando dança, o som da música embala os sonhos e traz recordações do passado. Recordações do seu grande amor, Francisco Pacheco, que partiu aos 83 anos, deixando o coração enlutado de Anália e sua família. </strong><br />
<strong>Hoje, aos 97 anos, está impossibilitada de viajar e dançar. Seu lazer preferido é assistir a TV Canção Nova e Pai Eterno. Renovando sua fé a cada dia.</strong><br />
<strong>Cercada pelo amor dos seus filhos, noras, seus 32 netos, 51 bisnetos, 20 tataranetos e 01 pentaneto. Anália é uma guerreira, a matriarca da família Pacheco. Uma das famílias mais tradicionais</strong> e conhecidas na região.</h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Gesilda Nery de Moura e Francisco Neves de Moura</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/gesilda-nery-de-moura-e-francisco-neves-de-moura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 18:33:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina Colaboração: Gilsinho e Chico Moura Ícones de Brasileia e Epitaciolandia Gesilda nasceu em 16 de outubro de 1947, filha de João Nery da Costa e Zulmira Alves da Costa, que moravam no seringal Nazaré. Quando tinha 16 anos, foi ao comício do MDB, no Seringal Carmem, Colocação Ilha. Lá conheceu Francisco Neves [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina<br />
Colaboração: Gilsinho e Chico Moura<br />
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Gesilda nasceu em 16 de outubro de 1947, filha de João Nery da Costa e Zulmira Alves da Costa, que moravam no seringal Nazaré.</strong><br />
<strong>Quando tinha 16 anos, foi ao comício do MDB, no Seringal Carmem, Colocação Ilha. Lá conheceu Francisco Neves Moura, mas todos o conheciam pelo apelido de Chico Moura. </strong><br />
<strong>Quando ele olhou para aquela menina, não conseguiu pensar em mais nada. Ela era linda, tinha um belo sorriso, gentil, educada&#8230; Foi amor à primeira vista. </strong><br />
<strong>Chico Moura era viúvo quando conheceu Gesilda. Aos 20 anos, casou-se com Sebastiana Cavalcante. Moravam no seringal. Estavam casados há 09 meses e Sebastiana grávida de 04 meses, quando foram visitar a mãe de Sebastiana em outra colocação. Após alguns dias na casa da sogra, ele resolveu voltar para casa, precisava caçar e pescar, Sebastiana resolveu ficar. Durante à noite, ela caiu da rede e foi socorrida. Levaram-na para o hospital em Cobija. O Médico era Dr. Galindo Teran, apesar de todos os esforços para salvar a vida de Sebastiana e do bebê, ambos foram a óbito. </strong><br />
<strong>Chico Moura ficou enlutado, mas precisava reconstruir sua vida. Quando conheceu Gesilda, percebeu que ela era o amor que ele tinha esperado a vida toda.</strong><br />
<strong>Namoraram e casaram, ela aos 17 anos e ele aos 22 anos. Foram morar no Seringal Carmem, Colocação Samaúma, após algum tempo, foram morar em Guajará Mirim, passando um ano lá. Voltaram para o Seringal Carmem e depois foram morar por 02 anos em Rio Branco. Voltaram novamente ao Seringal Carmem, Colocação Três Barracas. Chegaram uns paulistas, compraram o seringal e eles vieram morar na Colônia União, BR 317, Km 08, Estrada do Pacífico. Em seguida foram morar no Seringal Etelvi, Km 75. Chico Moura era seringueiro, cortava seringa e quebrava castanhas. No Seringal Etelvi, tinha uma escola chamada Epaminondas Martins, e Gesilda foi convidada a trabalhar como merendeira. A coordenadora do Núcleo de Educação na época era a Professora Gesilda de Freitas Paixão, que acompanhou o trabalho de sua xará, Gesilda Moura, por um ano. Após esse período, Gesilda Moura, foi contratada como professora estadual da Escola Epaminondas Martins. Após alguns anos</strong><br />
<strong>a nova Coordenadora do Núcleo, Gislene Salvatierra reuniu um grupo de professoras leigas(Gesilda Moura, Maria Lopes, Francisca , dentre outras)e encaminhou-as a Xapuri, pelo período de um ano, para que pudessem concluir sua formação acadêmica.</strong><br />
<strong>Gesilda Moura lecionou por 12 anos na escola Epaminondas Martins.</strong><br />
<strong>Nasceram no seringal seus filhos mais velhos, os mais novos, não.</strong><br />
<strong>Os nomes dos filhos desse ilustre casal: Francisco Iran, Naldo, Gilmar, Maria e Gilcimar(Gilsinho).</strong><br />
<strong>Com o tempo Gesilda foi transferida para a cidade de Brasileia e veio trabalhar na Escola Getúlio Vargas. Exerceu o cargo de Gestora da Escola Municipal Ruy Lino. Formada em Pedagogia pela UFAC, retornou à Escola Getúlio Vargas onde aposentou-se, após 30 anos de trabalho.</strong><br />
<strong>Gesilda era católica, participava das missas, terços e principalmente das novenas de Natal. Era uma mãe amorosa, uma esposa companheira, uma profissional brilhante e uma amiga leal. Gostava de viajar, conversar, costurar e participar do forró dos idosos com suas amigas. Era uma mulher muito prestativa, querida e solidária, montava sacolão e entregava para as pessoas mais necessitadas.</strong><br />
<strong>João Nery e Pedro Nery, irmãos de Gesilda, moravam com ela e Chico Moura. Quando João Neri faleceu, ela ficou com o coração enlutado, pela partida do seu irmão. Pedro Nery continua morando na casa de Chico Moura.</strong><br />
<strong>Gesilda mandou fazer seu túmulo no cemitério de Epitaciolandia. Não queria dar trabalho para ninguém quando falecesse.</strong><br />
<strong>Após um período doente, Gesilda Moura faleceu dia 17 de dezembro de 2024, no período das novenas de Natal, que ela gostava tanto de participar.</strong><br />
<strong>Deixando seu esposo, filhos , netos, bisnetas, irmãos, noras, genro, amigos enlutados com sua breve partida.</strong><br />
<strong>Inúmeras pessoas compareceram ao seu velório, era querida e admirada.</strong><br />
<strong>Com sua breve partida, Chico Moura ficou solitário, apesar da companhia dos filhos, netos, cunhados e amigos, senti falta do seu grande amor. Sua casa está cheia de lembranças, em cada canto que olha, recorda a presença da amada. Até hoje, após um ano e cinco meses de seu falecimento, não consegue se desfazer de suas &#8220;coisas&#8221;(roupas, sapatos, máquina de costura&#8230;). Todo dia 17 vai ao cemitério acender velas no túmulo da sua esposa.</strong><br />
<strong>Foram casados por 60 anos e 5 meses, ela foi uma companheira de vida e sua vida nunca mais foi a mesma sem a presença do seu grande amor, Gesilda Moura.</strong></h4>
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		<title>Chico Carlos e Dona Preta</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/chico-carlos-e-dona-preta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 20:22:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina Colaboração: Carlos de Oliveira Neto(Carlão do Pagode) Ícones de Brasileia e Epitaciolandia Francisco de Oliveira e Silva, era seu nome, mas todos o conheciam por Chico Carlos, o &#8220;homem da Chicha&#8221;, a melhor que eu já provei. As ruas da Vila Epitácio ficavam pequenas, quando ele passava vendendo chicha nos litros. Chico [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina<br />
Colaboração: Carlos de Oliveira Neto(Carlão do Pagode)<br />
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Francisco de Oliveira e Silva, era seu nome, mas todos o conheciam por Chico Carlos, o &#8220;homem da Chicha&#8221;, a melhor que eu já provei. As ruas da Vila Epitácio ficavam pequenas, quando ele passava vendendo chicha nos litros. </strong><br />
<strong>Chico Carlos era o único filho(homem) do casal Francisca(Dona Chica) e Carlos de Oliveira.</strong><br />
<strong>O pai de Chico Carlos era seringueiro nos longínquos seringais da Bolívia. Sua infância foi vivida nos seringais, acompanhando seu pai no corte da seringa e na &#8220;quebra&#8221; da castanha.</strong><br />
<strong>Na juventude, mudou-se para a zona rural da Vila Epitácio, em uma colônia chamada Bom Jardim. Trabalhou muito na agricultura e na criação de pequenos animais. </strong><br />
<strong>Um certo domingo de sol, conheceu uma jovem que seria o amor de sua vida, Lindaura Carrilho, mas conhecida por Dona Preta. Ela era filha do ex-combatente das Forças Armadas de Pando &#8211; Bolívia, Izaías Carrilho e de Gonçala Torres de Aragão. Mas, Chico Carlos não se intimidou com a patente de seu futuro sogro. Ao olhar para Preta, soube na hora que tinha encontrado o amor. Namoraram e casaram. Chico Carlos era um homem muito popular e extrovertido. Dona Preta, era uma senhora muito reservada. Tinha sofrido muito na vida. Quando era adolescente, casou-se e teve 05 filhos: José Carrilho, Eugênia Carrilho, Francisco Carrilho, Antônio Carrilho e Isaías Carrilho. O relacionamento não deu certo e Dona Preta teve que conviver com o preconceito das pessoas de &#8220;ser mãe solteira&#8221;. Manter distância das pessoas era uma forma de se proteger, mas quem a conhecia de perto sabia do coração bondoso que ela tinha.</strong><br />
<strong>Os dois formaram uma só família morando na zona rural. </strong><br />
<strong>O tempo foi passando! Chico Carlos e Dona Preta tiveram três filhos: Evaldo Carrilho de Oliveira, Carlos de Oliveira Neto e Ana Maria Carrilho de Oliveira. Eram 08 irmãos, a família estava completa.</strong><br />
<strong>Católicos e morando na zona rural, foram Monitores da Igreja católica localizada no Km 14, da BR 317, antiga variante, sentido Rio Branco. Por muitos anos moraram na zona rural, mas os filhos precisavam estudar e se mudaram para a Vila Epitácio em 1986.</strong><br />
<strong>Seu Chico Carlos sabia da importância dos estudos para seus filhos, sua formação escolar foi toda na Bolívia. Tinha uma ótima oratória, quem o ouvia, dizia que ele tinha formação superior, pelo domínio correto das palavras, pelo conhecimento de assuntos do passado e do cotidiano. Falava dois idiomas fluentemente: português e espanhol. As pessoas gostavam de ouvi-lo e ficavam encantadas com seus conhecimentos.</strong><br />
<strong>Chico Carlos e Dona Preta se tornaram evangélicos da igreja Assembléia de Deus. Renovam sua fé em cada culto, em cada grupo de oração que participavam.</strong><br />
<strong>Chegando em Vila Epitácio, Chico Carlos teve que trabalhar muito para sustentar sua família. Trabalhava de diarista nas colônias e </strong><br />
<strong>percebeu que não havia vendedores de pães na zona rural. </strong><br />
<strong>Com sua visão empreendedora, começou a fazer pães. Enchia seu paneiro de pães, dos mais variados tipos, ia vender nas colônias. Quem tinha dinheiro, pagava com dinheiro, quem não tinha fazia uma espécie de escambo. Saía de casa com pães e voltava depois de dois dias, com o paneiro cheio de: galinha caipira, ovos, banana, queijo, feijão, arroz, macaxeira, banha de porco, jerimum, laranja, limão, tangerina e verduras. A maioria dos produtos era para consumo da família. As galinhas e os ovos eram vendidos. Chico Carlos, acordava bem cedinho, colocava uma vara nos ombros, pendurava as galinhas e vendia em Cobija. As bolivianas já o conheciam, quando via o Chico Carlos chegando, corriam ao seu encontro e compravam galinhas e ovos. Eram ótimas freguesas. À tarde, Dona Preta fazia mingau de banana e Chico Carlos, saía em um carrinho, vendendo mingau de banana pelas ruas de Vila Epitácio.</strong><br />
<strong>O dinheiro que arrecadava com as vendas dos produtos comprava porco na zona rural. Matava, &#8220;carneava&#8221;, fazia torresmo e vendia, principalmente para os bolivianos. Com seus conhecimentos, Dona Preta passou a fazer a chicha de milho. Seu Chico Carlos, apenas vendia, mas foi ele quem ficou famoso entre os moradores de Vila Epitácio. Todos queriam comprar a famosa chicha de milho do Seu Chico Carlos. Inclusive tinha encomenda antecipada para não perder o &#8220;néctar de milho&#8221;, como chamavam alguns.</strong><br />
<strong>Lembro com saudades do meu tempo de criança, ficava eu e a Francisca Oliveira esperando o &#8220;homem da chicha&#8221; passar, sem um &#8220;tostão&#8221; no bolso e sentadas na calçada em frente a Taberna do João Joaquim, pai da Francisca. E de longe ouvia! -Olha a chicha! </strong><br />
<strong>João Joaquim era freguês do Chico Carlos e nós saborearvamos aquela deliciosa chicha, às vezes, nós duas, colocávamos água para a chicha render mais. Ah, tempo bom!</strong><br />
<strong>Dona Preta não se importava com a fama de Chico Carlos, ela era uma mulher muito discreta. Quase não saía de casa, dificilmente ia à casa de um parente ou vizinho. Mas, sabia tudo que acontecia nos arredores da cidade. Dona Neide era sua vizinha e amiga, as duas conversavam por um longo tempo ao telefone.</strong><br />
<strong>Dona Preta tinha diversos problemas de saúde, má circulação nas pernas e problemas na vesícula, isso a impedia de caminhar e ir à igreja. Mas, procurava manter a rotina dentro de casa. Sua frase preferida aos filhos era: &#8220;Quem não é fiel no pouco, não é no muito&#8221;. E eles levaram esse ensinamento para a vida.</strong><br />
<strong>A saúde de Dona Preta se complicou, foi levada de imediato ao hospital, mas antes de chegar, teve uma parada cardiorrespiratória, indo a óbito dia 05 de outubro de 2007, aos 64 anos de idade. Seu breve e inesperado falecimento deixou seu grande amor Chico Carlos, com o coração enlutado, seus filhos e netos inconsolados. Uma grande mulher tinha partido de forma tão repentina e demoraram a acreditar no que tinha ocorrido.</strong><br />
<strong>Com o falecimento da esposa, Chico Carlos ficou depressivo. A ausência da companheira com quem ele conviveu por muitos anos, deixou um vazio imenso na sua vida. Mesmo seus filhos visitando todos os dias, ele se sentia sozinho. Muitas vezes ele desabafava: Eu sei que vocês vêem todos os dias, me fazem companhia, cuidam de mim, mas no final do dia, cada um vai para sua casa, com esposa, filhos e a solidão é minha companheira&#8221;.</strong><br />
<strong>Em 2015, Chico Carlos foi acometido por dengue. Ficou internado por vários dias. Recebeu alta, voltou para casa, mas não melhorou. Estava muito debilitado. Voltou novamente ao hospital e ficou internado. Seu estado de saúde aos poucos ia se deteriorando. Sua imunidade estava tão baixa que contraiu infecção hospitalar, agravando ainda mais seu estado.</strong><br />
<strong>No dia 25 de fevereiro de 2015, o Senhor Francisco de Oliveira e Silva, conhecido carinhosamente por Chico Carlos, veio a óbito aos 83 anos de idade. Deixando seus familiares entristecidos com sua partida. Chico Carlos foi esposo, pai, avó e amigo, sempre presente. Tinha uma risada contagiante que iluminava todos ao redor. </strong><br />
<strong>Dona Preta e Chico Carlos deixaram um legado para os seus filhos: &#8220;O amor, trabalho, zelo, honestidade, respeito, dignificam o ser humano&#8221;.</strong><br />
<strong>Esse belo casal deixou saudades: nos abraços apertados aos filhos e netos; no cheirinho de torresmo que invadia a casa e se espalhava pelo ar; no sabor da famosa &#8220;chicha de milho&#8221;; nos &#8220;carões&#8221; disfarçados de carinho; nas bênçãos recebidas; no lar cheio de alegria e sorriso e na mesa farta.</strong><br />
<strong>Chico Carlos e Dona Preta foram exemplos de um casal que se dedicava um ao outro, que se dedicavam aos filhos, netos e amigos, à igreja e criaram seus filhos com respeito e amor à Deus.</strong><br />
<strong>Que Deus abençoe grandemente os descendentes da Dona Preta e Seu Chico Carlos.</strong></h4>
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		<title>Francisco Cruz dos Santos</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/francisco-cruz-dos-santos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 14:33:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina Colaboração: Eliana da Silva Santos Ícones de Brasileia e Epitaciolandia Francisco Cruz era carinhosamente chamado de &#8220;Chico Cruz&#8221;, nasceu em 02 de fevereiro de 1952, no Seringal Montevidéu, em Brasileia. Desde criança gostava de trabalhar ajudando seus pais. Passou sua infância e adolescência no seringal, trabalhando na lida diária e cuidando de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina<br />
Colaboração: Eliana da Silva Santos<br />
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Francisco Cruz era carinhosamente chamado de &#8220;Chico Cruz&#8221;, nasceu em 02 de fevereiro de 1952, no Seringal Montevidéu, em Brasileia. Desde criança gostava de trabalhar ajudando seus pais. Passou sua infância e adolescência no seringal, trabalhando na lida diária e cuidando de seus irmãos menores. A vida no seringal era difícil, mas nunca desistiu de seus objetivos. Desde criança tinha paixão pelo futebol, uma admiração que carregou para a vida e transmitiu aos seus descendentes. </strong><br />
<strong>Aos 25 anos casou-se com Maria Eunice da Silva Rodrigues e fixaram residência na colocação São José, no seringal, na Bolívia. Havia muito trabalho e pouco retorno financeiro. Sua esposa o ajudava, mas desbravar a selva boliviana era um desafio imenso. Longe de tudo e de todos, ele nunca &#8220;deixou-se levar&#8221; pelas dificuldades da vida. Trabalhar como seringueiro era desafiante, a imensidão e os perigos da floresta, faziam parte da sua rotina diária. Com a finalidade de buscar melhores condições de vida, mudaram-se para uma colônia, localizada na BR 317, Km 35, Estrada do Pacífico em Brasileia, foi lá que sua família cresceu e prosperou. Nasceram seus filhos: Eliana da Silva Santos, Elenilson da Silva Santos, Josiete Silva dos Santos e Maria Luana Silva dos Santos. Ele também era pai de Jakeline Oliveira dos Santos, de um relacionamento anterior. Aos 12 anos, Jakeline foi morar com família de seu pai. </strong><br />
<strong>No Km 35, onde morava, trabalhou como Agente de Saúde Rural,</strong><br />
<strong>logo ficou conhecido por todos naquela localidade, trabalhava com seriedade, dedicação e gostava de ajudar o próximo sem esperar nada em troca.</strong><br />
<strong>Em 1988, veio morar na cidade e passou a trabalhar na antiga SUCAM, hoje, FUNASA. Desempenhava seu trabalho com eficiência, despertando, admiração e o respeito dos seus colegas de trabalho.</strong><br />
<strong>Do ano 2000 a 2010, ele trabalhou e morou em Assis Brasil, prestando serviço aos povos indígenas. Serviço esse que ele fez com muita eficiência.</strong><br />
<strong>A estrada para Assis Brasil era de barro, o acesso era difícil. Chico Cruz preferia se deslocar para o município de barco. Levava e trazia as pessoas de Assis Brasil no seu barco e não cobrava por isso. Aliás, ele gostava de navegar no barco e pescar. Amava uma pescaria, à moda antiga, acampamento na beira do rio, fogueira, barracas e na companhia de seus amados filhos. E eles amavam acampar com o pai. Era uma diversão. Hoje, só lembranças!</strong><br />
<strong>Por onde passava, deixava saudades, era muito prestativo, as pessoas que vinham da zona rural ou de Assis Brasil, que não tinham &#8220;pouso&#8221; para ficar, ficavam em sua casa. As panelas sempre cheias de comidas, compartilhavam com todos, muitas vezes ele deixava de comer para que o hóspede não passasse fome.</strong><br />
<strong>Certa vez, estava andando pelas ruas de Brasileia, quando percebeu um senhor sem sandálias, caminhando no sol quente, sem pensar duas vezes, tirou suas próprias sandálias e deu-as àquele homem. O homem ficou feliz, mas contente ficou Chico Cruz com aquele simples gesto cheio de significado.</strong><br />
<strong>Chico Cruz foi candidato a Vereador em Brasileia, uma forma que encontrou de ajudar as pessoas, porém não foi eleito. Mas, viu seu sonho se realizando quando seu filho Elenilson, foi eleito Vereador com um número expressivo de votos. </strong><br />
<strong>Chico Cruz era um homem dedicado à família, criou seus filhos em meio às dificuldades da época, mas nunca faltou amor e carinho. Um homem que dedicou sua vida ao trabalho, família e ajuda ao próximo. </strong><br />
<strong>Seu passatempo, além de pescar, era assistir uma partida de futebol. Torcedor do Fluminense, gostava de assistir na televisão os jogos do seu time do coração, principalmente se fosse um clássico Fla x Flu em pleno Maracanã. Comemorava a vitória do Fluminense com muita alegria. Sua felicidade era contagiante.</strong><br />
<strong>Chico Cruz partiu no dia 03 de agosto de 2025, deixando sua família e amigos enlutados com sua breve partida. Foi um homem acolhedor, altruísta, um esposo amoroso, pai presente, avô dedicado, bisavô admirável e um sogro leal. Ele deixou saudades em nossos corações, seu sorriso tímido iluminava todos ao seu redor. Sua maneira simples de ajudar a todos, ficou marcada nas lembranças de quem o conhecia, um homem de bom coração.</strong><br />
<strong>Chico Cruz será referência para seus amigos, filhos, seus 12 netos e 04 bisnetos. </strong><br />
<strong>Um homem solidário, que amava a vida, a família e admirava uma bela partida de futebol.</strong><br />
<strong>A Família Cruz, meu respeito, admiração e carinho.</strong></h4>
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		<item>
		<title>Miguel Dias da Silva, O Miguel da Coral</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/miguel-dias-da-silva-o-miguel-da-coral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 22:44:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina Colaboração: Raíssa e Ramiege Rodrigues Ícones de Brasileia e Epitaciolandia Miguel Dias da Silva, nasceu em 28 de setembro de 1937, veio de Belém do Pará para o Acre no auge da borracha. O &#8220;ouro negro&#8221; atraia os &#8220;brabos&#8221; como diziam na região. A exploração da borracha estava no ápice e os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina<br />
Colaboração: Raíssa e Ramiege Rodrigues<br />
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Miguel Dias da Silva, nasceu em 28 de setembro de 1937, veio de Belém do Pará para o Acre no auge da borracha. O &#8220;ouro negro&#8221; atraia os &#8220;brabos&#8221; como diziam na região. A exploração da borracha estava no ápice e os navios transportavam muitas pessoas para essa terra. Havia um navio chamado &#8220;Coral&#8221; onde realizava o comércio de borracha. Miguel trabalhava no navio coral, comprando e vendendo borrachas. Logo ganhou o apelido de Miguel da Coral, em referência ao navio.</strong><br />
<strong>A borracha tinha perdido seu apogeu, comercializar no navio já não dava tanto retorno e Miguel resolveu se estabelecer em Brasileia. Abriu um comércio na &#8220;Rua da Frente&#8221;(Avenida Perfeito Rolando Moreira). O lugar era estratégico, às margens do rio, atracavam embarcações em direção aos seringais para compra de castanhas e &#8220;peles&#8221; de borracha. </strong><br />
<strong>Miguel da Coral vendia mercadoria para abastecer os seringais e recebia cada freguês com um sorriso no rosto. Seu comércio tinha diversos produtos, além dos alimentícios, vendia também querosene, pilhas, lanternas, anzol, linha, dentre outros. Muitas vezes, recebia o pagamento em castanhas e borrachas, que revendia para os atravessadores.</strong><br />
<strong>Mas, a diferença do Miguel da Coral para os outros comerciantes, era a &#8220;prosa&#8221;, entre um gole de café, a conversa sobre os negócios da região e as informações vindas de Belém, fazia o diferencial. </strong><br />
<strong>Miguel era um grande parceiro dos produtores e comerciantes da época. E nesse período conheceu o grande amor de sua vida, Raimunda Gomes. Ela já tinha um filho de seis meses, Jazieder. Miguel, Raimunda e Jazieder formaram uma só família. Logo, as pessoas a chamavam de &#8220;Raimundinha do Coral&#8221;.</strong><br />
<strong>Miguel da Coral tinha uma paixão: carnaval. Aproveitava o carnaval pulando com os amigos, às vezes fantasiados, outras não. Ele se tornava um homem cheio de energia e sua alegria era contagiante. </strong><br />
<strong>Com o passar do tempo, nasceu sua linda filha Ramiege, fruto do amor de Miguel e Raimunda. Uma criança encantadora, que uniu mais aquele casal.</strong><br />
<strong>Além do carnaval, Miguel gostava de</strong><br />
<strong>convidar os amigos para &#8220;aquele&#8221; almoço delicioso de domingo feito no capricho pela sua esposa Raimundinha. Era uma grande satisfação ver todos reunidos no &#8220;almoço de domingo&#8221;.</strong><br />
<strong>Miguel da Coral adoeceu e lutou muito pela recuperação de sua saúde. Infelizmente no dia 09 de janeiro de 1994, ele faleceu aos 57 anos de idade.</strong><br />
<strong>Deixando o coração de sua família e amigos enlutados com sua partida. </strong><br />
<strong>Miguel partiu cedo, não acompanhou sua filha Ramiege formando uma linda família. Não viu o nascimento dos seus netos e nem a beleza de cada um. Mas, seu legado familiar jamais será esquecido, pelo esposo amoroso, pai exemplar e um amigo inesquecível que foi.</strong><br />
<strong>Miguel da Coral foi um homem simples, acolhedor, generoso e prestativo. Um grande empreendedor, que deixou marcas no coração de quem o conhecia, um ícone, que apesar do tempo continua vivo no coração dos familiares e amigo</strong></h4>
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		<item>
		<title>Luiz Brandão Hassem</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/luiz-brandao-hassem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 19:39:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina Colaboração: Acendina Pereira e Albertina Hassem Depoimento: Luiz Hassem Ícones de Brasileia e Epitaciolandia Seu nome é Luiz, mas todos o conhecem por Luizinho Hassem. Ele nasceu no dia 10 de setembro de 1953, em Xapuri -Acre, seringal Porto Rico. Filho de José Hassem Hall Filho e Maria de Nazaré Brandão Hassem, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>colunista: Ivana Cristina </strong><br />
<strong>Colaboração: Acendina Pereira e Albertina Hassem </strong><br />
<strong>Depoimento: Luiz Hassem </strong><br />
<strong>Ícones de Brasileia e Epitaciolandia</strong></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Seu nome é Luiz, mas todos o conhecem por Luizinho Hassem. Ele nasceu no dia 10 de setembro de 1953, em Xapuri -Acre, seringal Porto Rico. Filho de José Hassem Hall Filho e Maria de Nazaré Brandão Hassem, mais conhecida como Dona Nazinha. Seus pais tiveram 07 filhos: Luiz, Licurgo, Lúcia Maria, Luzanira(in memorian), José, Jorge e Maria de Nazaré (Leleca &#8211; in memorian). Seus pais trabalhavam no seringal em Xapuri, colhendo e vendendo castanhas. Com o passar do tempo, mudaram-se para antiga Vila Epitácio, aqui continuaram comercializando castanhas. Sua mãe, Dona Nazinha, era professora, parteira e voluntária na LBA- Legião Brasileira de Assistência, seu pai, José Hassem Hall Filho, foi Vereador (1963 a 1966) e Prefeito de Brasileia. </strong><br />
<strong>Luizinho estava com 18 anos, quando seu pai faleceu, apesar de jovem, sentiu-se responsável pela família. Dirigia um velho caminhão, comprando castanhas nos seringais de Xapuri e Brasiléia. Além disso, comprava borracha dos seringueiros e vendia para os grandes &#8220;marreteiros&#8221;. Que revendiam os produtos para o sul e sudeste do Brasil. Na casa de sua mãe, tinha um grande armazém onde armazenavam as castanhas e em frente a sua casa ficavam as &#8220;peles&#8221; de borracha, exalando um odor característico. A meninada que morava na Avenida Santos Dumont gostava de brincar pulando em cima das borrachas e colhendo as castanhas que caiam no chão, eu e a Francisca Oliveira, brincávamos nas borrachas e &#8220;furava&#8221; os sacos de castanhas para degustar algumas.</strong><br />
<strong>Lembro que muitas mulheres trabalhavam ensacando as castanhas para a venda. Minha mãe era uma dessas mulheres. </strong><br />
<strong>Luizinho na juventude, dedicou-se com entusiasmo ao futebol. Jogava com a turma do Bio Mariano, no Ramal da Fontenele, com o time do Chico Pedro e dos Camilos na Estrada Velha, nos campeonatos e torneios realizados na zona rural.</strong><br />
<strong>Jogou profissionalmente na seleção de Brasiléia em diversos municípios, inclusive em La Paz, na Bolívia. E nos finais de semana não dispensava uma pelada com os amigos.</strong><br />
<strong>Luizinho foi jogar bola em Brasileia, tarde ensolarada, quando ele passou em frente a casa da Dona Oceana Pessoa, observou pela janela a foto em um quadro, de uma moça linda e encantadora. Seus olhos brilharam. Mesmo sem conhecer, ficou encantado por ela(até hoje, ele guarda essa foto com carinho). Ela não saía de seus pensamentos. Luizinho estudava e jogava bola com seu amigo Juscelino e ao comentar sobre a menina da foto, Juscelino prometeu lhe apresentar, aquela encantadora jovem. </strong><br />
<strong>Quando chegou o dia, vestiu sua melhor roupa e foi conhecer a bela e meiga Albertina. Apaixonou-se imediatamente, mas Albertina ficou relutante em namorar com o Luizinho, respeitava muito seus pais e para namorar teria que ter aprovação deles. </strong><br />
<strong>Dona Oceana, quando o conheceu, falou que as pessoas o achavam &#8220;perigoso&#8221;, mas seu cunhado, os aproximou. </strong><br />
<strong>Namoraram e casaram. A senhora Fátima Alves organizou o casamento deles. </strong><br />
<strong>Luizinho e Albertina se casaram em 1977, o Juiz Lourival realizou o casamento, o mesmo juiz que tinha casado os pais de Luizinho.</strong><br />
<strong>Após o casamento, Luizinho levou sua esposa Albertina para casa e foi comprar castanhas e borrachas. Tinha negócios a fazer e a festa de casamento ficou para depois. As idas e voltas aos seringais demoravam dias, semanas, dependendo do verão ou inverno. Mas, esse era seu trabalho e ele fazia com maestria.</strong><br />
<strong>Com o passar do tempo tiveram três filhos: André Hassem, Adriana e Anderson. </strong><br />
<strong>Apesar de comerciante, Luizinho gostava de participar de debates políticos com amigos e comerciantes locais, herdou de seu pai, o gosto pela política. Candidatou-se a Vereador por Brasiléia em 1988 e foi eleito como o mais votado. Em 1990 elegeu-se Deputado Estadual. Em 1997 foi eleito Prefeito da cidade de Epitaciolandia, Acre. </strong><br />
<strong>Luizinho Hassem foi um dos líderes da emancipação de Epitaciolandia, junto com Ademir Mendonça, Luiz Mendes, Armando Salvatierra, Ivan, Osmarino Amâncio, Augustinho Camilo e diversos companheiros. Eles fizeram acampamento na ponte que liga Epitaciolandia à Brasiléia. Aliás, foi o caminhão do Luizinho que ficou atravessado na entrada da ponte no Manifesto de Emancipação de Epitaciolandia. A luta foi grande, mas o resultado foi positivo. Com a chegada do então Governador Edmundo Pinto vindo de helicóptero e pousando perto da ponte, encheu-os de esperança. Em conversa com o Governador, os ânimos, antes exaltados, foram acalmados. Epitaciolandia foi emancipada em 28 de abril de 1992, através de plebiscito.</strong><br />
<strong>Antes de ingressar na política, a casa de sua mãe e a sua casa viviam cheias de gente. Muito acolhedores, recebiam as pessoas da zona rural que não tinham &#8220;pouso&#8221; na cidade. Quando exerceu seu mandato de Deputado Estadual, sua casa em Rio Branco, tornou-se ponto de referência, as pessoas que saiam do interior para consultas e não tinha um lugar para ficar, nem fazer suas refeições, ficavam na casa do Luizinho. Quantas vezes cedeu a cama de seus filhos para que as pessoas não dormissem no chão, contava com até 50 pessoas por dia em sua casa. Recebia a todos com alegria. </strong><br />
<strong>Um dos fatos marcantes que presenciou como Deputado, foi o Incêndio do Caminhão, ocorrido na BR 317, sentido Assis Brasil. Luizinho estava retornando de uma reunião em Assis Brasil, quando viu o caminhão incendiado, prestou toda assistência possível as vítimas e inclusive intermediou junto ao Carlinhos da Tafetal(táxi aéreo) a vinda de dois aviões para transportar as vítimas de Brasileia para Rio Branco. Uma cena triste, uma tragédia que ele jamais esqueceu.</strong><br />
<strong>Na política, seu filho André Hassem, seguiu os passos do pai e do avô. Elegeu-se Prefeito de Epitaciolandia em 2013. Atualmente é Presidente do IMAC, com ótima avaliação. </strong><br />
<strong>Luizinho reconhece que suas grandes conquistas políticas, se deve a sua esposa Albertina Hassem, uma mulher linda, companheira, de voz macia porém firme, que o acompanha o tempo todo. &#8220;O seu grande amor&#8221;, como diz ele, com os olhos marejados de lágrimas. </strong><br />
<strong>Luizinho Hassem é um grande homem, nunca abandonou os seus. Sempre esteve ao lado da sua &#8220;Santa Mãezinha&#8221; e, ao lado de sua família e dos seus amigos. É um homem evangélico como sua mãe foi. É feliz, principalmente quando a família está reunida, irmãos, sobrinhos, primos, tios, cunhados, filhos, seus sete netos, genro e noras. </strong><br />
<strong>Sua casa em Epitaciolandia é referência para muitas famílias da região e ele as acolhe com um sorriso no rosto.</strong><br />
<strong>Apesar do tempo, Luizinho Hassem é uma referência política no Alto Acre, as pessoas o procuram e o tema central das conversas: as futuras eleições.</strong><br />
<strong>Atualmente, continua morando em seu município, vivendo ao lado de sua inseparável esposa, Albertina, há quase 50 anos. Preocupa-se muito com o futuro administrativo e político de Epitaciolandia, uma cidade que ele lutou para emancipar, ajudou a constituir e a construir.</strong></h4>
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		<title>Severino Alves Filho</title>
		<link>https://defrentecomanoticia.com.br/severino-alves-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helizardo Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 17:48:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina Colaboradores: Dária Aires e Diniz Aires Depoimento: Severino Alves Filho Ícones de Brasileia e Epitaciolandia Severino nasceu em 02 de abril de 1934, no Seringal Primavera, em Brasileia, Acre. A vida no seringal era difícil, trabalhava desde criança para ajudar no sustento da família. Gostava de pescar e caçar, principalmente às margens [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>colunista: Ivana Cristina<br />
Colaboradores: Dária Aires e Diniz Aires<br />
Depoimento: Severino Alves Filho<br />
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Severino nasceu em 02 de abril de 1934, no Seringal Primavera, em Brasileia, Acre. A vida no seringal era difícil, trabalhava desde criança para ajudar no sustento da família. Gostava de pescar e caçar, principalmente às margens do Rio Acre. No dia 02 de abril de 1948, dia do seu aniversário, pegou uma catraia e foi remando do lado brasileiro para o lado boliviano, no seringal Primavera. Estava completando 14 anos e fazendo o que mais gostava, pescar. O dia estava lindo, uma brisa suave pairava no ar, na floresta densa, só se ouvia o canto dos pássaros e as águas barrentas do rio correndo em direção ao infinito. Quando atracou no porto improvisado, viu a &#8220;ubá&#8221; atracada à beira do Rio Acre. Retirou a espingarda que levava na catraia e colocou na &#8220;ubá&#8221;, por ironia do destino, a espingarda escorregou e disparou, atingindo seu braço. A dor era insuportável e o sangue começou a jorrar. Ficou tonto por alguns segundos e tentou segurar o braço estraçalhado pelo tiro. Ao ouvir o disparo, seu irmão, Raimundo Alves, que estava do outro lado do rio, nadou em sua direção. Improvisou um torniquete e levou-o para o Hospital de Cobija. O hospital funcionava em um galpão improvisado, o médico era Roberto Galindo Teran, que salvou sua vida com os recursos disponíveis. Amputou seu braço com facão, serrote e água quente. Não havia anestesia no hospital improvisado e tudo foi feito &#8220;a sangue frio&#8221;. Dr. Roberto Galindo Teran mergulhava seu braço na água fervendo para estancar o sangue e em seguida ia cortando. Severino sentiu tanta dor, que desmaiou inúmeras vezes. Tomou 8 ampolas de benzetacil, custando 700 mil réis, cada uma. A cirurgia foi traumática, mas salvou sua vida. Aos poucos, Severino foi se recuperando. E voltou para o Seringal Primavera, trabalhando com dificuldade, mas com força para vencer.</strong><br />
<strong>A vida não foi a mesma depois da amputação do braço. Foi nesse período que conheceu Maria Isabel, que morava no Seringal Bela Flor. Namoraram e casaram no ano de 1956. O casal ficou morando no seringal Bela Flor e lá nasceram seus filhos. </strong><br />
<strong>Em um certo dia, conheceu o senhor Osvaldo Aires, primo de sua esposa. Osvaldo chamou Severino para trabalhar no aeroporto em Vila Epitácio, época em que o avião da FAB-Força Aérea Brasileira fazia transporte de pessoas de Rio Branco à Brasiléia, de 15 em 15 dias. Trabalhava de sinalizador de pista de aterrissagem no aeroporto. Muitas pessoas observavam o trabalho de Severino e alguns amigos aconselhavam a colocar uma prótese no braço. Severino viajou para o Rio de Janeiro, pois no Acre, ainda não dispunha de serviço protético.</strong><br />
<strong>As pessoas o chamavam de Severino cotó&#8221;&#8221; e isso o incomodava muito, deixando-o bastante deprimido, não tinha mais ânimo para viver. Severino ao chegar no Rio de Janeiro, conheceu uma mulher que lhe ensinou a ter autoestima, a valorizar a vida, independente de ter braço ou não. </strong><br />
<strong>Severino voltou para o Acre e seguiu trabalhando no aeroporto, mas pensando em ter seu próprio lugar. O INCRA estava desapropriando o seringal Bela Flor e doando para as famílias que quisessem trabalhar na terra. Severino conseguiu 52 hectares de terra. Hoje, Km 06 da BR 317, sentido Rio Branco. Lá morou durante décadas com seus filhos: Delzimar, Dilma, Dária, Dionízio, Diniz e Deuza. Com o passar do tempo sua esposa Maria Isabel, mais conhecida por &#8220;Biluca&#8221;, ficou muito doente e precisou viajar a São Paulo para colocar uma válvula no coração, por lá ficaram por um ano, graças a Deus retornou bem de saúde. Enquanto estavam em São Paulo, seus filhos ficaram na colônia chamada Maria Isabel. </strong><br />
<strong>O lugar era lindo, Severino recebia amigos do Exército e várias outras pessoas da cidade nos finais de semana para jogar bola, pescar, inclusive tinha Campeonato de Pesca realizado pelo Delegado Maurício Generoso e Carlito César. Carlito César ficou encantado pelo lugar.</strong><br />
<strong>Após dois anos, Maria Isabel ficou novamente doente e foi encaminhada para fazer tratamento em Manaus, mas como não dispunha de recursos financeiros suficiente, Severino foi obrigado a vender sua bela colônia, para comprar uma casa em Vila Epitácio e custear as despesas da viagem e tratamento de sua esposa. Assim que anunciou a venda, Carlito César ficou interessado e comprou o lugar e rebatizou de &#8220;Refúgio do Baleia&#8221;.</strong><br />
<strong>Apesar dos inúmeros tratamentos e a realização de uma cirurgia cardíaca, Maria Isabel não resistiu e veio a óbito no dia 20 de dezembro de 1981, deixando sua família com o coração enlutado.</strong><br />
<strong>Depois que Maria Isabel faleceu, Severino mudou-se para o seringal, lá conheceu Albertina Pereira.</strong><br />
<strong>Francisco vulgo &#8220;Chiquitão&#8221;, pai de Albertina, não queria o namoro, mas ela estava tão apaixonada, que fugiu para morar com Severino no seringal.</strong><br />
<strong>Albertina e Severino criaram suas filhas até constituírem famílias. Albertina adoeceu e faleceu em 02 de abril de 2021 de aneurisma cerebral.</strong><br />
<strong>Com suas filhas casadas, ele ficou triste e solitário, aos cuidados de suas filhas.</strong><br />
<strong>Severino precisava dar um novo sentido à sua vida e conheceu Dona Inês de Jesus Bezerra da Silva, uma mulher linda, sorriso contagiante, acolhedor e compreensiva. Dona Inês, viúva, mãe dedicada e amorosa. Seus cinco filhos já tinham constituído famílias. Dois corações solitários que se uniram e vieram morar em Epitaciolandia.</strong><br />
<strong>Severino é aposentado, mas sofreu muito, reaprendeu com apenas um braço, a cortar seringa, fazer derrubada, caçar, consertar tarrafa, &#8220;apanhar&#8221; arroz, capinar e fazer diversos serviços.</strong><br />
<strong>Com os olhos cheios de lágrimas, Severino recorda quando seu filho Francisco Amarildo (Nego), veio confirmar se ele era seu pai, os dois se abraçaram e até hoje, eles têm uma ligação bem próxima. Seu filho, Nego, um homem já feito, foi recebido de braços abertos pelos outros irmãos. Agora sim, a família estava completa. Apesar de todos os anos, Severino nunca se esqueceu de seu filho Nego, mas, faltava coragem para se aproximar e revelar que era seu pai. </strong><br />
<strong>Hoje, ele é um homem feliz e realizado, ao lado de seu grande amor, a bela Dona Inês. Sua felicidade é completa pelo amor e carinho de seus</strong><br />
<strong>10 filhos, 23 netos, 18 bisnetos, noras, genros e amigos. Dona Inês é uma dessas pessoas rara de se ver. Traz a beleza e a simplicidade no olhar. Muito carismática está sempre com um sorriso no rosto, seus olhos brilham de admiração e carinho ao contemplar seu esposo, Severino. Um casal formidável, acolhedor e respeitoso, que nasceu um para o outro. Trilharam caminhos diferentes, mas, Deus os uniu, para completar a felicidade um do outro. Que Deus os abençoe sempre.</strong></h4>
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