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Deputado pede inclusão 181 parlamentares que assinaram CPI do Abuso no ‘Inquérito das Fake News’

Deputado pede inclusão 181 parlamentares que assinaram CPI do Abuso no ‘Inquérito das Fake News’

fonte: revista oeste news

O deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS), presidente da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros, protocolou nesta sexta-feira, 25, uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para incluir os 181 parlamentares que assinaram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Abuso de Autoridade no “Inquérito das Fake News”.

Além disso, Crispim quer a suspensão da tramitação da CPI que, segundo ele, é ilegal e inconstitucional, por violar cláusulas pétreas da Constituição. O parlamentar acusa o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), autor da CPI, de legitimar “atos antidemocráticos”.

“Van Hattem se utilizou do cargo, de instrumentos legislativos e de suas redes sociais, para cometer atos de incitamento entre as Forças Armadas e os Poderes constitucionais”, aponta um trecho do pedido de Crispim.

O “Inquérito das Fake News”, aberto de ofício pelo ministro Dias Toffoli, em 2019, tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. A investigação apura supostas notícias falsas, denúncias caluniosas e ameaças contra os juízes da Corte Suprema e seus familiares.

CPI contra o abuso de autoridade

Na terça-feira 22, Van Hattem protocolou o pedido de uma CPI para investigar as decisões e os atos praticados por ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral.

A solicitação, enviada ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), precisava de 171 assinaturas para ser instaurada. Contudo, o parlamentar superou as expectativas e conseguiu o apoio de mais dez parlamentares.

Segundo Van Hattem, a comissão deve ser formada por 27 membros titulares, que vão conduzir a investigação em até 120 dias. “Foram inúmeras as violações de direitos e garantias individuais contra cidadãos brasileiros, políticos e contra pessoas jurídicas, perpetradas por ministros das Cortes Superiores”, argumentou o deputado, no requerimento. “Ou seja, perpetradas justamente por aqueles que teriam o dever de garantir o pleno exercício desses direitos, e não de violá-los.”