Almerinda Rodrigues Resende

ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA
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colunista: Ivana Cristina
Colaboração: Ione Ferreira e Alceu Rodrigues
Ícones de Brasileia e Epitaciolandia

Almerinda era uma jovem mineira, casou-se com Custódio Franco Resende em 1960, na cidade de Mendes Pimentel, em Minas Gerais. A vida não foi fácil para esse jovem casal, tiveram que trabalhar muito na lavoura de café, milho e feijão. O sol castigava, o ganho era pouco, mas era o único meio para sustentar seus filhos: Maria Rodrigues, Lúcia Rodrigues, Joaquim Rodrigues, Edir Rodrigues, Paulo Rodrigues, Elza Rodrigues e Alceu Rodrigues. Seus filhos estavam crescendo e o casal queria uma vida melhor para eles. Em 1986, seu esposo Custódio veio para Vila Epitácio, chegando aqui, comprou uma terra no ramal Santana, Km 09, Nari Bela Flor. Almerinda e seus filhos venderam sua localidade em Minas Gerais e vieram morar no Acre, em Vila Epitácio, no Nari. O Nari tinha poucos moradores, o chão de terra batida, sem infraestrutura, além disso a BR 317, em direção a Vila Epitácio, era intrafegável, no verão, poeira e no inverno, lama. Almerinda e seu esposo trabalhavam muito na terra para o sustento da família. Enfrentaram muitas dificuldades. Em 1987, houve um crescimento de malária na pequena comunidade: Nari Bela Flor. Não havia posto de saúde, somente uma pequena escola chamada Bela Flor. Todo atendimento médico, apesar de precário, era realizado em Brasileia ou em Cobija.
Seus filhos menores precisavam continuar seus estudos e tiveram que comprar uma pequena casa na Vila Epitácio, na Rua Ana de Souza Lira.
A Vila Epitácio não tinha muita estrutura, mas oferecia o essencial para sua família. Seu esposo continuou trabalhando na colônia, plantava, colhia, especialmente o café.
O tempo passou, após anos de trabalho, melhoraram economicamente. Em 2015, Almerinda e seu esposo Custódio viajaram ao Mato Grosso, para visitar alguns parentes, durante a viagem, seu Custódio passou mal e faleceu. Trouxeram o corpo do Seu Custódio para ser velado e sepultado em Epitaciolandia. O coração de Almerinda ficou enlutado(até hoje, quando lembra de seu esposo, seus olhos ficam marejados de lágrimas, de lembranças e saudades). Custódio estava com 79 anos, quando partiu, deixando Almerinda e a família enlutada.
A vida continuava e Almerinda frequentava a igreja católica, realizava as atividades domésticas e frequentava o Centro dos Idosos em Epitaciolandia. Em 2022, voltando do Centro do Idoso com sua filha Maria, ao atravessar a rua, foi atropelada por uma moto em alta velocidade. Almerinda foi socorrida e encaminhada para o Pronto Socorro em Rio Branco, em virtude da gravidade do acidente. Ela ficou 13 dias na UTI, 52 dias internada no Pronto Socorro e três meses em tratamento de saúde, até hoje, sofre as sequelas do acidente e tem as marcas em sua perna. A partir do acidente, Dona Almerinda deixou de frequentar o Centro dos Idosos em Epitaciolandia.
No dia 04 de janeiro de 2026, Dona Almerinda fez 81 anos, mora atualmente na colônia, BR 317, Km 17, em companhia de seu filho Alceu, que após 29 anos de trabalho na Pizzaria Ribeiro, tem orgulho de ter trabalhado ao lado da Dona Francisca, que fazia as melhores pizzas e salgados da Pizzaria Ribeiro, saiu para cuidar de sua mãe Almerinda. Que vive cercada pelo amor dos filhos, genros, noras, netos e bisnetos, morando na zona rural, um lugar de tranquilidade e sossego. Dona Almerinda é uma mulher de fé, forte e determinada. Traz a esperança, bondade e a ternura no olhar, ao conversar com ela, você não vê o tempo passar. Chuvas de bênçãos na vida da Dona Almerinda e família.