Reportagem: Helizardo Guerra
Moradores da Rua Manuel Rufino de Souza, no bairro Satel, vivem dias de angústia e insegurança em razão de antigos problemas estruturais agravados pela ausência de drenagem e pelas precárias condições da via pública. Uma residência foi interditada pela Defesa Civil devido ao risco iminente de desabamento, forçando uma família a deixar o imóvel de forma emergencial.
De acordo com os moradores, a situação se arrasta há anos e se intensifica a cada período chuvoso. Sem qualquer sistema adequado de escoamento, a água da chuva desce pela rua, invade quintais e provoca erosões severas, comprometendo as estruturas das casas. Mesmo após tentativas de contenção feitas com recursos próprios — incluindo gastos com materiais e mão de obra —, o imóvel acabou cedendo.
A família afetada afirma manter o IPTU em dia e estima um prejuízo em torno de R$ 180 mil. Diante do cenário, cobra providências da Prefeitura de Epitaciolândia, que, segundo os relatos, não apresentou nenhuma resposta efetiva até o início da tarde, apesar das tentativas de contato com o prefeito e órgãos responsáveis.
A ausência de apoio imediato por parte da gestão municipal fez com que o socorro viesse de fora. O prefeito do município vizinho, Brasiléia, Carlinhos do Pelado, disponibilizou transporte para a retirada dos pertences da família. A Defesa Civil de Brasiléia também esteve no local prestando apoio, enquanto o Corpo de Bombeiros de Epitaciolândia realizou a avaliação técnica que resultou na interdição do imóvel, garantindo a segurança dos moradores.
Sem alternativa, a família foi acolhida provisoriamente em uma congregação religiosa, com apoio de parentes e líderes da igreja. Outras residências da mesma rua também apresentam risco estrutural e já começam a ser desocupadas, aumentando a apreensão entre os moradores da região.
O caso escancara a fragilidade da infraestrutura urbana e a falta de resposta rápida do poder público municipal, além de evidenciar o drama de famílias que vivem em áreas sem o mínimo de planejamento e prevenção. Moradores cobram ações urgentes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Assistência Social de Epitaciolândia, antes que novas tragédias coloquem vidas em risco.