A situação precária do Ramal Fontenelle de Castro, na zona rural de Epitaciolândia, tem gerado revolta entre os moradores, que afirmam não suportar mais o abandono por parte da atual gestão municipal. Um dos que decidiram tornar pública a insatisfação é o senhor Carlos, morador da localidade no Km 06, que denuncia a falta de manutenção da via há vários anos.
Segundo ele, trafegar pelo ramal se tornou praticamente impossível. “É uma buraqueira horrível. Não tem suspensão de carro nem de moto que aguente. A gente vive gastando com conserto e mesmo assim corre risco de ficar no meio do caminho”, relatou.
De acordo com o morador, já se passam cerca de quatro anos sem qualquer tipo de manutenção adequada no ramal, o que tem dificultado o deslocamento de famílias, o transporte de produção rural e até o acesso a serviços básicos, como saúde temos uma pessoa na nossa família que faz tratamento de hemodiálise onde precisamos ir ao Município de Brasileia mais nem o Uber quer vir buscar o ciente por conta das péssimas condições em que se encontra o ramal que vai de mal a pio e educação.
Carlos afirma ainda que, há pelo menos dois anos, os moradores vêm tentando diálogo com a prefeito mais so promete e nada faz. O prefeito chegou a ser contactado diversas vezes, mas, segundo o relato, as respostas sempre foram vagas. Recentemente, a comunidade recebeu a informação, por meio de um vereador da base do governo na Câmara Municipal, de que alguma providência só deverá ser tomada a partir do mês de abril.
Para os moradores, a resposta é vista como mais uma promessa distante diante de uma realidade que se arrasta há anos. “A gente se sente esquecido. O prefeito foi reeleito, mas parece que a zona rural ficou fora das prioridades”, desabafou Carlos.
A população do Ramal Fontenelle de Castro cobra ações imediatas e efetivas da gestão municipal, destacando que não se trata de favor, mas de um direito básico: estradas em condições mínimas de trafegabilidade para garantir dignidade e qualidade de vida a quem vive e produz no campo.