Abandono na Unidade de Saúde do Bairro Liberdade expõe pacientes e servidores a riscos em Epitaciolândia VEJA FOTOS E VIDEO

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Reportagem: Helizardo Guerra 

As imagens registradas na Unidade de Saúde Municipal João Alves da Silva, localizada no Bairro Liberdade no Município de Epitaciolândia, revelam um cenário alarmante de abandono, precariedade estrutural e grave descaso com a saúde pública. O que deveria ser um espaço destinado ao cuidado, acolhimento e prevenção transformou-se em um ambiente insalubre, inseguro e indigno para pacientes e profissionais.

O vídeo expõe condições físicas extremamente degradantes. Instalações comprometidas, ausência de manutenção básica, paredes danificadas, ambientes sujos e improvisados evidenciam a negligência do poder público municipal com uma unidade essencial para a população. A falta de estrutura adequada compromete diretamente a qualidade do atendimento e coloca em risco a saúde de quem busca assistência no local.

Outro ponto que causa profunda preocupação é a total ausência de segurança para os profissionais que atuam na unidade. Trabalhadores da saúde exercem suas funções sem qualquer garantia mínima de proteção, expostos diariamente a situações de vulnerabilidade, medo e insegurança, sem apoio ou medidas preventivas que assegurem um ambiente de trabalho digno.

A situação se agrava ainda mais com a denúncia da falta de coleta regular de lixo hospitalar. O descarte inadequado de resíduos contaminantes representa um sério risco sanitário, expondo pacientes, servidores e moradores do entorno a possíveis infecções e doenças. A prática fere normas básicas da vigilância sanitária e escancara o descumprimento de protocolos fundamentais de saúde pública.

O conjunto dessas falhas compromete diretamente o atendimento oferecido à população do Bairro Liberdade, que depende da unidade para cuidados básicos e essenciais. O cenário registrado não se trata apenas de um problema administrativo, mas de um alerta urgente sobre riscos reais à saúde, à segurança e à dignidade humana.

Diante da gravidade da situação, moradores, usuários do sistema e profissionais da saúde cobram providências imediatas, como reformas estruturais urgentes, garantia de segurança no ambiente de trabalho, regularização da coleta de resíduos hospitalares e respeito às condições mínimas de funcionamento de uma unidade de saúde.

A permanência desse quadro de abandono reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e de uma resposta rápida e efetiva das autoridades competentes, antes que a negligência resulte em consequências ainda mais graves para a saúde pública do município.