“Eu só quero que resolvam”: aposentado de 88 anos pede socorro diante de erosão que ameaça sua casa VEJA FOTOS E VIDEO

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Reportagem: Helizardo Guerra

Um apelo comovente por dignidade e assistência social. Assim pode ser definida a situação vivida pelo aposentado Raimundo Monteiro da Silva, de 88 anos, morador da Rua 3 de Julho, no município de Epitaciolândia, onde reside há mais de cinco anos. Sem alternativas e sem respostas efetivas do poder público municipal, o idoso decidiu tornar pública a dura realidade que enfrenta, autorizando a divulgação de sua história na esperança de obter socorro.

No local, é possível constatar um grave e avançado processo de erosão, iniciado por um pequeno córrego que, ao longo dos anos, se agravou até comprometer seriamente a estrutura do terreno. Um bueiro danificado e desbarrancado, abandonado há anos, representa hoje uma ameaça real à residência do aposentado. Segundo relatos, o problema se arrasta por gestões anteriores e permaneceu sem solução durante quase oito anos da atual administração municipal.

A Defesa Civil já condenou o imóvel, alertando para o risco iminente de desabamento, especialmente nos fundos da casa, onde o avanço da erosão é visível e alarmante. Ainda assim, seu Raimundo continua morando no local por um motivo simples e cruel: não tem para onde ir.

De acordo com o morador, a Prefeitura de Epitaciolândia chegou a sugerir sua retirada do imóvel, oferecendo como alternativa o aluguel social. No entanto, o valor de sua aposentadoria é insuficiente para garantir uma moradia digna, tornando a proposta inviável. Para o idoso, a solução mais justa teria sido a correção do problema estrutural quando os primeiros sinais surgiram, antes que a situação atingisse um nível tão extremo.

“Eu só quero que resolvam”, resume seu Raimundo. Ele relata ainda que foi informado de que máquinas não poderiam acessar o local por serem grandes demais — argumento que, segundo ele, acabou servindo apenas como justificativa para a falta de ação do poder público.

Outro ponto que chama atenção é a ausência do Poder Legislativo municipal. Questionado, o aposentado afirmou que nenhum vereador esteve no local para acompanhar a situação ou prestar apoio, mesmo com o recente aumento no número de parlamentares e, consequentemente, das despesas do município.

O caso escancara não apenas o abandono de um cidadão idoso, mas também a fragilidade da assistência social e a falta de atuação preventiva do poder público. Diante do risco iminente, o apelo é para que a Prefeitura, a Assistência Social, a Defesa Civil e os vereadores retornem ao local, reavaliem a situação e apresentem uma solução concreta, urgente e humana.

Enquanto isso, seu Raimundo segue esperando. Esperando por apoio, por respeito e por um direito básico: viver com segurança e dignidade.