Reportagem: Helizardo Guerra
Foi realizada nesta quinta-feira, 28 de janeiro de 2026, na Câmara Municipal de Brasiléia, uma reunião com a presença de autoridades políticas locais e federais, além de produtores rurais da região do Alto Acre. O encontro teve como pauta principal a preocupação de produtores do município de Brasiléia diante de informações sobre a possível organização de um núcleo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e eventuais ocupações de terras na região.
O tema ganhou repercussão após reuniões entre produtores e discussões sobre providências legais, motivadas por anúncios e rumores envolvendo a mobilização de famílias oriundas de outras localidades. De acordo com informações repassadas por lideranças locais, um acampamento estaria sendo articulado na altura do km 29 da BR-317, com o objetivo de reunir famílias interessadas em participar de futuros processos de reforma agrária junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Embora representantes ligados ao movimento afirmem que não há invasões em andamento, produtores rurais relatam apreensão quanto à possibilidade de ocupações irregulares, destacando impactos diretos sobre a segurança jurídica no campo. A preocupação foi reforçada durante recentes reuniões da categoria, nas quais foram relatadas supostas incitações à invasão de propriedades rurais e a presença de pessoas vindas de fora do município.
Diante do cenário, o deputado Estadual Eduardo Ribeiro foi questionado sobre os encaminhamentos que deverão ser adotados para acompanhar a situação no Alto Acre. Segundo o parlamentar, os produtores cobram um posicionamento claro dos representantes políticos e a articulação junto aos órgãos competentes, como o Ministério Público, a Polícia Civil e demais instituições responsáveis, para apurar possíveis ilegalidades e identificar eventuais responsáveis por ações fora da legalidade. O deputado destacou ainda que se trata de um problema sério que estaria se instalando na região e exige atenção imediata.
Lideranças rurais ressaltaram que, apesar de reconhecerem avanços no setor produtivo e no diálogo institucional, o momento requer vigilância redobrada por parte do poder público. Segundo os produtores, a situação pode extrapolar os limites de Brasiléia e alcançar outros municípios do Alto Acre, caso não haja fiscalização e acompanhamento efetivos.
Os produtores defendem que qualquer iniciativa de reforma agrária ocorra dentro dos limites da lei, com transparência e respeito ao direito de propriedade, a fim de evitar conflitos e garantir a estabilidade social e econômica no meio rural.


