fonte: colunista Ivana Cristina
Fatos e Relatos de Brasileia e Epitaciolandia
O ano era 1992, eu lecionava à noite na Escola Kairala. Toda a área do Posto Camila, possuía enormes mangueiras, sem iluminação, solo encharcado e durante à noite aparentava um ar fúnebre.
Na época das mangas, a meninada fazia a festa ao retornar da escola! Aquela ali está “pitelzinha”, dizia uns! Vou dar uma pedrada, diziam outros. E as mangas suculentas faziam a alegria da meninada.
Os antigos moradores de Brasileia, diziam que apareciam “fantasmas” nas mangueiras(era costume antigo sepultar pessoas, em qualquer lugar e plantavam uma mangueira, para não perder o local).
Uma certa noite, uns alunos voltando da aula na Escola Kairala, perceberam um vulto branco, saindo “de trás” da mangueira e correram com medo. Logo a notícia se espalhou e os alunos quando saiam da aula, à noite, evitavam “cortar caminho” perto das mangueiras.
Uma noite de sexta-feira, Francisco(vou chamá-lo assim) e uns amigos que moravam em Vila Epitácio, foram ao Forró da Florzinha, perto da beira do rio, na antiga Vila Epitácio.
Dançou muito e “tomou” todas. Meio ébrio, esqueceu da história do fantasma da mangueira e seguiu caminho. Quando passou debaixo da mangueira, sentiu uma batida nas costas, olhou para trás, viu o “fantasma da mangueira”. Teve vontade de correr, mas as pernas não ajudavam. Quase perdeu o fôlego! Em um ato de desespero se agarrou com o “fantasma” , este estava vestido de noiva. Ao puxar o véu, viu que era um homem, que fez um convite inusitado para ele. Isso quase deu briga. Francisco gritou tanto que alguns pedestres que passavam foram ver o que estava acontecendo.
E a história do fantasma da mangueira não passou de uma “fantasia” de um rapaz, que se vestia de noiva para “assombrar” os homens, à noite, na cidade de Brasiléia.