Asfalto que Não Chega e Prejuízo que Só Aumenta: Vila Vitória Vira em Epitaciolândia Campo de Testes para a Suspensão dos Veículos VEJA FOTO E VIDEO

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Reportagem: Helizardo Guerra

Em Epitaciolândia, a rotina de parte dos moradores parece seguir um roteiro já conhecido — e nada animador. No bairro Vila Vitória, na região da Bela Vista, o morador Matheus voltou às redes sociais para relatar mais um episódio que, ao que tudo indica, deixou de ser exceção e passou a integrar a paisagem cotidiana: caiu novamente em um buraco na rua onde mora. O resultado foi prejuízo na suspensão do veículo e mais um capítulo na lista de promessas que ainda aguardam cumprimento.

Segundo o vídeo publicado pelo morador, o incidente ocorreu na noite de quarta-feira (11), em um trecho marcado pela ausência de iluminação pública adequada. Entre a escuridão e a precariedade do asfalto — ou da falta dele — o que deveria ser apenas o trajeto de volta para casa transformou-se em transtorno e gasto inesperado. Para quem paga impostos em dia, a sensação é a de participar involuntariamente de um “rali urbano”, modalidade em que desviar de crateras deixa de ser cuidado e passa a ser estratégia de sobrevivência.

Moradores da região afirmam que o problema é antigo. A falta de manutenção das vias, somada às deficiências no saneamento básico e na iluminação, compõe um cenário que mistura descaso e improviso. A cada chuva, os buracos parecem ganhar profundidade — e os prejuízos, novos proprietários.

Com ironia, contribuintes comentam que as ruas esburacadas já se tornaram um “cartão-postal involuntário” do bairro. Não há placas de advertência, mas há conhecimento empírico: quem mora na área sabe exatamente onde reduzir a velocidade, onde desviar e onde torcer para que o veículo suporte mais um impacto.

O episódio reacende o debate sobre as prioridades da gestão municipal. Enquanto moradores cobram intervenções básicas, como pavimentação, iluminação e saneamento, questiona-se a destinação de recursos para eventos festivos em meio a problemas estruturais persistentes. Para os contribuintes, garantir condições mínimas de trafegabilidade e segurança deveria ser obrigação elementar do poder público.

Entre vídeos, reclamações e suspensões danificadas, a pergunta que ecoa nas redes sociais é direta: até quando o contribuinte continuará pagando duas vezes — uma nos impostos e outra na oficina?