Câmara de Brasiléia avalia impacto da terceirização e promete decisão após ouvir servidores VEJA VIDEO

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Reportagem: Helizardo Guerra

O presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, Marcos Tibúrcio, afirmou, em entrevista ao site DEFRENTECOMANOTICIA, que ainda está ouvindo todas as partes envolvidas antes de se posicionar de forma definitiva sobre a possível terceirização do Hospital Regional do Alto Acre — tema que tem gerado ampla repercussão na região.

Segundo ele, o debate ganhou força após declarações do governador Gladson Cameli, que teria informado não ter conhecimento prévio sobre a empresa ligada ao processo de terceirização da unidade hospitalar.

O parlamentar destacou que já ouviu representantes do governo estadual, incluindo o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, além de ter participado de audiência pública com o objetivo de discutir melhorias no atendimento e a necessidade de ampliação de especialistas no hospital.

“Estamos ouvindo todos os lados. Já ouvimos o Estado e agora vamos ouvir os servidores do hospital. O que queremos é garantir atendimento de qualidade à população”, afirmou.

De acordo com o presidente, uma das principais preocupações é a falta de especialistas, situação que tem prejudicado diretamente os pacientes da região do Alto Acre.

“Não podemos aceitar que o cidadão vá ao hospital e não encontre o especialista de que precisa. Às vezes, o médico não está disponível ou está sobrecarregado. Isso precisa ser resolvido”, pontuou.

Além da qualidade no atendimento, a possível terceirização também levanta preocupações entre os servidores da unidade, especialmente quanto à estabilidade no emprego e à situação de profissionais próximos da aposentadoria.

O presidente reconheceu que essa também é uma preocupação da Câmara.

“Precisamos entender até que ponto isso pode prejudicar os servidores. Se houver prejuízo, principalmente financeiro ou na segurança do trabalho, não vamos apoiar”, afirmou.

Apesar das incertezas, ele reforçou que o principal critério para qualquer decisão será o impacto no atendimento à população.

“Em primeiro lugar está o cuidado com os pacientes. Se for algo que melhore o atendimento, será analisado. Mas, se prejudicar os servidores ou não garantir melhorias, não terá nosso apoio”, concluiu.