Cenário político estadual inicia o ano com incertezas e embates; deputado Edvaldo Magalhães analisa perspectivas na Assembleia

Política
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Reportagem: Helizardo Guerra

O deputado estadual Edvaldo Magalhães em uma conversa com jornal9sta Helizardo Guerra avaliou que o cenário político estadual inicia o ano sob um ambiente de incertezas jurídicas, rearranjos de forças e intensificação dos embates no Parlamento, característica típica de um período pré-eleitoral. Segundo o parlamentar, articulações que até então permaneciam restritas aos bastidores começam a ganhar visibilidade pública e podem provocar impactos significativos na correlação de forças políticas.

Para Edvaldo, ainda não há uma definição clara sobre a situação jurídica que envolve o governo estadual. Ele contestou informações anteriormente divulgadas por setores da imprensa, segundo as quais processos considerados centrais teriam sido resolvidos em instâncias superiores. “Isso não é verdadeiro. Não houve anulação de processos importantes, e o desdobramento dessas ações ainda pode alterar completamente o cenário político, tanto do governo quanto da oposição”, afirmou.

O deputado destacou que o primeiro quadrimestre do ano será determinante para o futuro do processo político. É nesse período, segundo ele, que se consolidam alianças, ocorrem reposicionamentos e se define, de fato, o campo de disputa eleitoral. “Todos estarão atentos, agindo com cautela, mas também com curiosidade. É um ano que promete muitas emoções”, avaliou.

Na Assembleia Legislativa, os embates já se mostram intensos, especialmente em torno de matérias de grande impacto social, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e outros projetos de interesse coletivo. Em ano eleitoral, a tendência, segundo o parlamentar, é de um ambiente ainda mais acirrado no plenário.

Entre os principais focos de tensão, Edvaldo apontou duas questões centrais: de um lado, as promessas do governo relacionadas ao cumprimento do teto de gastos públicos; de outro, a cobrança do próprio Parlamento por uma definição clara sobre esse compromisso, sobretudo diante dos relatórios fiscais que indicam o nível de comprometimento do Estado com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O deputado também chamou atenção para o acúmulo de conflitos envolvendo diversas categorias do serviço público, que enfrentam negociações prolongadas e sem desfecho. “Essas categorias vão querer fazer da Assembleia o palco dessa disputa, e nós estaremos lá para receber essas demandas”, afirmou.

Ao rebater o discurso de que “tudo termina em pizza” no Parlamento, Edvaldo ressaltou que a não aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) de algumas categorias não pode ser atribuída à Assembleia, mas à condução adotada pelo próprio governo. Ele citou como exemplos os setores da comunicação e da saúde.

No caso da comunicação, segundo o parlamentar, houve tempo suficiente para avançar nas negociações, mas faltou vontade política. Já na área da saúde, Edvaldo foi mais incisivo: “Não entregaram sequer o que foi contratado. Houve gasto de recursos públicos com consultorias e, ao final do ano, não houve produto concreto. Isso comprometeu totalmente o PCCR da categoria”.

Para o deputado, o PCCR é um instrumento essencial não apenas para a valorização dos servidores, mas também para a organização e a eficiência do serviço público. Ele defendeu ajustes, responsabilidade e transparência na condução desses processos e afirmou que o Parlamento seguirá atento, especialmente nos primeiros meses do ano legislativo, quando se definem as prioridades e o rumo das principais pautas.