A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já vinha apresentando queda, sofreu uma nova e significativa redução. Pelo menos é o que revela a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), que mostra que 56% desaprovam o atual governo. Em janeiro deste ano, esse percentual era de 49%. Os dados mostram ainda que o grupo que mais desaprova a gestão de Lula é o dos evangélicos (67%).
Esse fenômeno, inclusive, já havia sido apontado por outro instituto, o AtlasIntel, que, em fevereiro deste ano, registrou uma rejeição recorde dos evangélicos: 80,1% em relação a Lula. Os números negativos também foram apontados pelo PoderData, quando, em janeiro, a rejeição entre os evangélicos já batia os 68%.
“A rejeição ao presidente por parte dos evangélicos não é pela falta de benefícios, mas pela falta de uma ética, de uma pauta que seja minimamente compatível com os valores e princípios bíblicos”, explicou o líder do ministério na Igreja Presbiteriana Água Viva em Vitória, pastor José Ernesto, na ocasião.
Os dados da Genial/Quaest de hoje apontam para uma insatisfação geral, já que a aprovação do governo Lula também caiu de 47% para 41% em relação a janeiro deste ano. Os que consideram a atual gestão negativa subiram de 37% para 41% no mesmo período e a avaliação positiva caiu de 31% para 27%. Para 29%, o governo é regular e 3% não souberam responder.
“Há uma série de situações interferindo nos preços, mas as pessoas não conseguem fazer essa avaliação e acabam responsabilizando o presidente. De fato, o governo tem sido lento em encontrar saídas e está sendo pressionado a isso”, avaliou Magali do Nascimento Cunha, doutora em Ciências da Comunicação e pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (ISER), ao comentar a queda de aprovação do governo no início de fevereiro.
Panorama da rejeição
A pesquisa da Genial/Quaest apontou ainda que, além dos evangélicos, os grupos que mais desaprovam o governo Lula são: os que ganham mais de cinco salários mínimos (64%), têm até o ensino médio completo (64%) e estão na faixa etária dos 16 aos 34 anos (64%).
Já o grupo que apresenta maior aprovação é composto por: os que têm até o ensino fundamental completo (55%), renda de até dois salários mínimos (52%) e maiores de 60 anos (50%). Entre os que votaram em Lula em 2022, a avaliação positiva caiu de 81% para 72%, e a negativa subiu de 17% para 26%.
Entre os que votaram em Jair Bolsonaro (PL), a desaprovação ao governo Lula subiu de 88% para 92%, e a aprovação caiu de 10% para 7%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores, em 120 municípios, entre os dias 27 e 31 de março de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, conforme informado pela Genial/Quaest.