Fausto Gonçalves da Silva

ICONES DE BRASILÉIA E EPITACIOLANDIA POR IVANA CRISTINA
Compartilhe

colunista : Ivana Cristina
Colaboração: Fabiana da Costa Silva e Fabíola da Costa Silva
Ícones de Brasileia e Epitaciolândia

Fausto nasceu no Seringal Nazaré em 19 de dezembro de 1946, mesmo morando no seringal sempre teve “tino” para o comércio. Sabia negociar como ninguém. Com o passar do tempo, conheceu uma bela menina, de sorriso lindo, contagiante, uma princesa, que ele jurou amar por toda vida. E com ela casou-se em 30 de junho de 1976. Aldenir da Costa Silva, sua esposa e companheira. Juntos tiveram duas lindas filhas: Fabiana da Costa Silva e Fabíola da Costa Silva.
Fausto era um homem trabalhador, digno, amigável, gostava muito de ouvir e compartilhar histórias. Era muito altruísta e amoroso com a família e amigos.
Fausto era empreendedor, morador da rua do antigo hospital, observava o movimento constante das pessoas e com poucas opções de lazer na cidade, inaugurou o Clube Samambaia, com o tempo ficou conhecido como o “Forró do Fausto”. Rapidamente o forró virou o point da cidade, moradores da Vila Epitácio, Brasiléia e de Cobija, se juntavam para “balançar o esqueleto” como diziam na época. O forró do “Fausto” era famoso, antigos moradores de Brasileia frequentavam o lugar, nos “tempos áureos”. As lâmpadas “embrulhadas” com papel celofane proporcionava a penumbra ao ambiente. E os casais dançavam à noite toda, ao som do triângulo e pandeiro, tocados pelos filhos do Raimundo Lira(Dikim, Pedro e Dinez) da antiga Vila Epitácio. Na sanfona era o Damiãozinho e sanfoneiro Nilson, que trabalhou por muitos anos com o Fausto. A cantora Nethe, Félix, Zé Maria e Jorge Pedro faziam os jovens casais apaixonados dançarem de rostinhos colados, afinal, era o Grupo Originais do Som, nome escolhido pela Professora Maria Antônia Vieira, pelo som original que eles faziam.
O casal Acendina e Suzuki era presença constante no Clube Samambaia, dançavam embalados pelas músicas inesquecíveis do Embalo 6, formados por Lúcio Moraes, Chiquinho Fiesca, Toinho Pontes, Xixico, Hernane Duarte, Netinha Duarte, Clóvis Soares, René Soares e outros componentes.
O Clube Samambaia teve seu apogeu, mas com o tempo, Fausto percebeu que as noites em que passava acordado, trabalhando no clube, desgastavam cada vez mais sua saúde e resolveu trocar de ramo. Transformou o antigo Clube Samambaia em um comércio.
Enquanto atendia a freguesia, ficava ouvindo a Rádio Difusora 3 de Julho, nas vozes inesquecíveis de Leonardo Barbosa, Carlos Henrique Generoso e Ari Rodrigues.
Com a chegada de novos moradores em Brasileia, Fausto ampliou seus negócios e construiu um quarteirão para alugar.
No final da tarde, pelas ruas de Brasileia era comum ver o Fausto pedalando sua bicicleta cargueira, cumprimentando os conhecidos e parando para uma boa “prosa”.
Infelizmente no dia 06 de setembro de 2011, ele se foi. Fausto não realizou o sonho de vivenciar a infância e adolescência de seus três netos: Márcio Júnior, Anelise e Ana Júlia.
Ana Júlia não o conheceu. Não recebeu o colo de seu avô, não escutou as belas histórias que ele gostava de contar. Histórias que povoaram sua infância. Fausto ficaria orgulhoso de vê seu neto Márcio Júnior cursando Medicina, com certeza já teria contado para todos os seus amigos e parentes.
Fausto deixou saudades no coração da sua bela esposa, das filhas, genros, netos, familiares, amigos e vizinhos.
Fausto foi um ótimo esposo, um excelente pai, um avô carinhoso, um homem simples, trabalhador e humilde. Um ícone do nosso município que deixou sua marca registrada no empreendedorismo de Brasiléia.