Reportagem: Helizardo Guerra
O Hospital Raimundo Chaar, localizado em Brasiléia, referência no atendimento de saúde em toda a região do Alto Acre e também na tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru, enfrenta uma preocupante situação relacionada à segurança interna.
Profissionais que atuam na unidade, especialmente no período noturno, relatam medo constante diante da fragilidade nos mecanismos de controle de acesso. Segundo os trabalhadores, mesmo com a presença de vigilância, não há equipamentos adequados para impedir a entrada de pessoas portando armas brancas, como facas e canivetes.
A realidade se torna ainda mais preocupante devido ao perfil da unidade hospitalar, que atende pacientes de diversas localidades, incluindo comunidades rurais e regiões de fronteira, o que aumenta a complexidade dos atendimentos e os riscos envolvidos.
Falhas estruturais e risco iminente
De acordo com relatos, a ausência de detectores de metais e de um sistema rigoroso de controle de entrada expõe os profissionais a situações potencialmente perigosas. Em muitos casos, pacientes chegam vítimas de violência, o que pode gerar conflitos dentro da própria unidade.
A falta de uma estrutura de segurança mais robusta levanta questionamentos sobre a proteção de quem está na linha de frente do atendimento.
Medidas urgentes para garantir segurança
Especialistas apontam que hospitais desse porte e relevância devem contar com:
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Detectores de metais nas entradas;
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Controle rigoroso de acesso de visitantes;
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Protocolos claros para situações de risco.

