Hospital de Referência no Alto Acre e na Tríplice Fronteira Enfrenta Crise de Segurança e Expõe Profissionais a Riscos

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Reportagem: Helizardo Guerra

O Hospital Raimundo Chaar, localizado em Brasiléia, referência no atendimento de saúde em toda a região do Alto Acre e também na tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru, enfrenta uma preocupante situação relacionada à segurança interna.

Profissionais que atuam na unidade, especialmente no período noturno, relatam medo constante diante da fragilidade nos mecanismos de controle de acesso. Segundo os trabalhadores, mesmo com a presença de vigilância, não há equipamentos adequados para impedir a entrada de pessoas portando armas brancas, como facas e canivetes.

A realidade se torna ainda mais preocupante devido ao perfil da unidade hospitalar, que atende pacientes de diversas localidades, incluindo comunidades rurais e regiões de fronteira, o que aumenta a complexidade dos atendimentos e os riscos envolvidos.

Falhas estruturais e risco iminente

De acordo com relatos, a ausência de detectores de metais e de um sistema rigoroso de controle de entrada expõe os profissionais a situações potencialmente perigosas. Em muitos casos, pacientes chegam vítimas de violência, o que pode gerar conflitos dentro da própria unidade.

A falta de uma estrutura de segurança mais robusta levanta questionamentos sobre a proteção de quem está na linha de frente do atendimento.

Medidas urgentes para garantir segurança

Especialistas apontam que hospitais desse porte e relevância devem contar com:

  • Detectores de metais nas entradas;

  • Controle rigoroso de acesso de visitantes;

  • Protocolos claros para situações de risco.

A adoção dessas medidas é considerada essencial para prevenir incidentes e garantir um ambiente seguro.

Responsabilidade compartilhada

A situação exige atuação conjunta de diferentes esferas:

A direção do hospital deve adotar medidas imediatas para reforçar a segurança interna e proteger seus profissionais.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Acre, é responsável por assegurar investimentos e estrutura adequada para o funcionamento seguro da unidade.

Já a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre deve atuar de forma integrada, promovendo estratégias que reforcem a segurança institucional.

A Polícia Militar do Acre pode intensificar o policiamento ostensivo nas proximidades, enquanto a Polícia Civil do Acre atua na apuração de eventuais ocorrências.

Alerta e expectativa por providências

Diante do cenário, cresce a preocupação entre os profissionais de saúde, que cobram providências urgentes para evitar que situações mais graves venham a ocorrer.

Por se tratar de uma unidade estratégica e essencial para toda a região do Alto Acre e da tríplice fronteira, o hospital precisa de uma resposta rápida e eficaz das autoridades.

Garantir a segurança de quem cuida da população é uma responsabilidade que não pode ser negligenciada.