Moradores e contribuintes do município de Epitaciolândia têm demonstrado crescente preocupação com as condições das unidades básicas de saúde, diante da percepção de insuficiência de investimentos na manutenção e na estrutura dos prédios públicos. Apesar de anúncios pontuais de ações emergenciais de limpeza e reestruturação, a realidade observada pela população indica um cenário delicado, marcado por sinais visíveis de deterioração.
Em algumas unidades, ambientes que deveriam garantir cuidado e acolhimento passam a gerar apreensão. Relatos apontam para o acúmulo de resíduos hospitalares, descarte inadequado de materiais perfurocortantes, como seringas, e a presença de lixo que exige tratamento específico. A situação torna-se ainda mais preocupante pelo fato de esses espaços continuarem sendo frequentados por famílias, incluindo crianças, expostas a riscos que poderiam ser evitados com medidas adequadas de gestão e manutenção.
Para os munícipes, a questão ultrapassa a precariedade estrutural. Cresce o questionamento quanto à aplicação dos recursos públicos destinados à saúde, especialmente diante da ausência de melhorias concretas na infraestrutura e na qualidade dos serviços oferecidos. A percepção recorrente é de falhas no planejamento, na execução e no acompanhamento das ações, além da necessidade de maior transparência na gestão dos investimentos.
Especialistas ouvidos pela reportagem reforçam que a manutenção adequada das unidades básicas de saúde não se limita à estética, sendo um elemento fundamental para assegurar condições sanitárias seguras e qualidade no atendimento à população. A negligência nesses aspectos pode comprometer diretamente a eficiência do sistema de saúde e ampliar riscos à coletividade.
Diante desse cenário, a comunidade cobra respostas mais efetivas por parte da gestão pública, bem como a implementação de ações concretas que revertam o quadro atual. Para os contribuintes, que cumprem regularmente com suas obrigações, permanece a expectativa de que os recursos arrecadados sejam convertidos em serviços públicos dignos, seguros e eficientes — uma realidade que, no momento, ainda não se reflete plenamente nas unidades de saúde do município.