Movimentação do MST em Brasiléia gera instabilidade e preocupa produtores, afirma Tadeu Hassem VEJA VIDEO

Política
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Reportagem: Helizardo Guerra

Produtores rurais de Brasiléia e de municípios da região do Alto Acre manifestaram preocupação diante de informações sobre a movimentação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região. O tema passou a ganhar repercussão após reuniões entre produtores e debates públicos, motivados por anúncios sobre a possível organização de um núcleo do movimento e a mobilização de famílias interessadas em processos de reforma agrária.

Conforme informações que circulam no município, um acampamento estaria sendo articulado na região do km 29 da BR-317, com a finalidade de reunir famílias para um eventual cadastro junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Representantes ligados ao movimento afirmam que não há invasões em curso, porém produtores rurais relatam apreensão diante de rumores sobre possíveis ocupações irregulares e do risco de conflitos no campo.

O cenário tem gerado insegurança entre proprietários rurais, que apontam a existência de informações desencontradas e falta de esclarecimentos oficiais. Lideranças do setor produtivo defendem o acompanhamento rigoroso dos órgãos competentes, com o objetivo de apurar os fatos, prevenir ilegalidades e assegurar que eventuais processos de reforma agrária ocorram dentro dos limites da lei.

Ao se manifestar sobre o assunto, o deputado estadual Tadeu Hassem destacou a importância da sensibilidade institucional e do diálogo como caminhos para a pacificação da situação. “Esse é um assunto que, de certa forma, traz incômodo e tira a estabilidade daquele cidadão que trabalhou uma vida inteira. É um momento tenso, com muitas conversas e muita desinformação. Nosso papel é intermediar, unir os produtores e buscar informação. A ideia não é ter confusão nem conflito, mas sim o diálogo, que é o melhor caminho tanto para os trabalhadores quanto para os produtores”, afirmou o parlamentar.

Produtores rurais esperam que a atuação das autoridades e a abertura ao diálogo entre as partes envolvidas contribuam para evitar conflitos, preservar a segurança jurídica no campo e garantir a estabilidade social e econômica em Brasiléia e em toda a região do Alto Acre.