Novo decreto do presidente da Bolívia autoriza brasileiros a comprarem combustível mais barato na fronteira

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Reporter: Helizardo Guerra 

Um decreto publicado em 15 de janeiro de 2026 pelo novo presidente da Bolívia trouxe uma mudança significativa para brasileiros que residem ou circulam nas regiões de fronteira do Alto Acre. A medida autoriza cidadãos estrangeiros — especialmente brasileiros — a adquirirem combustível em território boliviano por preços reduzidos e sem limite de quantidade.

Segundo informações confirmadas por um dos diretores da Agência Nacional de Hidrocarbunos (ANH), órgão responsável por regular e fiscalizar as atividades de abastecimento de veículos — conhecidos na Bolívia como “hidrocabus” —, a decisão já está em vigor e tem gerado repercussão positiva entre os moradores da faixa fronteiriça.

De acordo com a ANH, o preço da gasolina na Bolívia está fixado em 8,68 bolivianos por litro, enquanto o diesel custa 8,80 bolivianos. Convertidos para a moeda brasileira, os valores correspondem a aproximadamente R$ 4,50 o litro da gasolina e R$ 5,00 o litro do diesel, números consideravelmente inferiores aos praticados no Brasil.

Os valores estão respaldados pelo decreto assinado pelo presidente recém-eleito da Bolívia, Rodrigo Paes, que entrou em vigor na mesma data de sua publicação. A ANH informou ainda que a medida está sendo acompanhada e regulamentada pelo órgão, garantindo segurança jurídica tanto aos proprietários de postos de combustíveis quanto aos consumidores.

Com a nova regra, não há mais restrições para que brasileiros abasteçam seus veículos em território boliviano, podendo fazê-lo quantas vezes for necessário, desde que realizem a conversão da moeda, do real para o boliviano.

A decisão beneficia não apenas moradores das cidades de fronteira, mas também residentes de Rio Branco, no interior do Acre, e de outros municípios da região, já que o abastecimento na Bolívia passa a ser uma alternativa economicamente mais vantajosa.

As informações foram confirmadas por atendentes locais e autoridades do setor diretamente na região de fronteira.