A forma como agentes públicos tratam os profissionais da imprensa dentro de repartições oficiais revela muito mais do que comportamentos individuais: evidencia o grau de compromisso de uma gestão com a transparência, o respeito às instituições e os princípios democráticos. Episódios de abordagens inadequadas, constrangedoras ou hostis a jornalistas em espaços públicos não podem, nem devem, ser tratados como fatos isolados ou banais.
Em contraste com práticas lamentáveis ainda observadas em diversos municípios, um episódio recente ocorrido nos corredores da Prefeitura de Brasiléia chamou a atenção de forma positiva. O prefeito Carlos Armando recepcionou um jornalista Helizardo Guerra do site DEFRENTECOMANOTICIA de maneira cordial, respeitosa e receptiva, demonstrando maturidade institucional e reconhecimento do papel fundamental da imprensa. A atitude reforça que o ambiente público pertence à coletividade e que a presença de profissionais da comunicação nesses espaços não apenas é legítima, como necessária para garantir o direito à informação.
Na condição de chefe do Executivo municipal e principal representante institucional do município, o prefeito Carlos Armando carrega a responsabilidade de zelar pelo respeito às normas democráticas e pelo bom relacionamento com todos os setores da sociedade, incluindo os veículos de comunicação. Sua postura serve de referência para servidores e demais agentes públicos, influenciando diretamente a forma como a administração se relaciona com a imprensa e, consequentemente, com a população.
Infelizmente, nem todos os gestores compreendem essa responsabilidade. Em muitas administrações, ainda se observa o desrespeito à imprensa livre, seja por meio de constrangimentos, tentativas de intimidação ou obstáculos ao exercício da atividade jornalística. Tais práticas representam um retrocesso democrático e afrontam diretamente a Constituição, que assegura a liberdade de imprensa como um dos pilares do Estado Democrático de Direito.
A imprensa não atua por concessão do poder público, mas por garantia constitucional. Impedir, dificultar ou constranger o trabalho jornalístico em prédios públicos significa, na prática, restringir o acesso da sociedade a informações de interesse coletivo.
Gestões comprometidas com a democracia compreendem que o diálogo respeitoso, a transparência e a abertura às demandas da imprensa fortalecem a credibilidade das instituições. O respeito ao trabalho jornalístico não deve ser visto como um incômodo, mas como parte essencial de uma administração pública ética, responsável e verdadeiramente comprometida com o interesse público.