Estádio ou casa de shows? Desportistas questionam uso do campo para evento universitário de Cobija, em Epitaciolândia — e perguntam: quem paga essa conta? VEJA FOTOS E VIDEO

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Reportagem: Helizardo Guerra 

Na manhã deste domingo, 8 de março de 2026, desportistas que utilizam espaços esportivos em Epitaciolândia manifestaram preocupação com a possibilidade de realização de um evento do tipo show universitário organizado por acadêmicos de medicina de Cobija, no departamento de Pando, Bolívia, dentro do estádio municipal da cidade.

O assunto foi discutido durante um encontro em uma quadra sintética do município, onde atletas amadores costumam se reunir regularmente para a prática esportiva.

Segundo os participantes, a preocupação não está relacionada à realização de eventos culturais ou acadêmicos no município, mas sim ao local escolhido para a atividade. De acordo com os desportistas, no ano passado um evento semelhante foi autorizado pela Prefeitura e ocorreu dentro do estádio de futebol, reunindo participantes de universidades bolivianas.

Marinho, ex-ministro da Eucaristia, bombeiro e integrante de uma comissão de desportistas que utilizam o espaço, explicou que a principal preocupação do grupo envolve possíveis danos à estrutura do estádio e riscos à segurança de quem frequenta o local para a prática esportiva, especialmente aos fins de semana.

“Não somos contra eventos no município. Pelo contrário, achamos importante. O problema é quando eles acontecem dentro do estádio, porque depois ficam os prejuízos. Já vimos situações de garrafas quebradas, tampas espalhadas e outros resíduos que podem causar acidentes”, afirmou.

Segundo ele, após eventos realizados anteriormente, os próprios desportistas precisaram colaborar com a limpeza do espaço junto à secretaria responsável.

“Depois que o evento termina, muitas vezes o local fica com lixo espalhado. Já tivemos que nos reunir para ajudar a recolher o material. A nossa preocupação é evitar que o estádio sofra danos e que alguém acabe se ferindo”, relatou.

Outro ponto levantado pelos atletas é o tempo necessário para a recuperação do gramado após eventos desse tipo. De acordo com os praticantes de esporte, o campo pode permanecer por longos períodos sem condições adequadas de uso, o que acaba prejudicando as atividades esportivas realizadas regularmente no local.

“Quando acontece um evento grande, o gramado sofre e a recuperação pode levar meses. Nesse período ficamos sem poder utilizar o espaço para jogar futebol ou realizar outras atividades esportivas”, explicou Marinho.

Os desportistas também ressaltam que o município possui poucos espaços públicos destinados ao lazer e à prática esportiva, o que reforça a preocupação com a preservação das estruturas existentes.

“A nossa cidade já é carente de espaços para esporte e lazer. Por isso defendemos que eventos desse tipo sejam realizados em outros locais, para evitar prejuízos ao estádio”, pontuou.

Apesar das críticas, o grupo reconhece que a Prefeitura possui autonomia administrativa para autorizar o uso de espaços públicos. No entanto, os desportistas defendem que a decisão leve em consideração os impactos para quem utiliza o estádio de forma regular.

A principal reivindicação dos atletas é que o estádio municipal seja preservado como espaço prioritário para a prática esportiva, garantindo segurança e condições adequadas para os usuários.

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