Entre o Lixo e o “Planejamento Invisível”: Centro de Epitaciolândia vira vitrine da eficiência que ninguém vê VEJA FOTOS E VIDEO

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Reportagem: Helizardo Guerra 

Durante uma visita realizada na manhã desta quinta-feira, 26 de março de 2026, ao centro de Epitaciolândia, nas imediações da igreja católica, moradores apresentaram um cenário que, ao que tudo indica, dispensa maiores apresentações: o retrato já conhecido da “eficiência” da gestão pública municipal.

Segundo os relatos, diversas esquinas da região acumulam lixo — não por acaso, mas como resultado de uma coleta que parece funcionar mais no campo das intenções do que na prática. A manutenção urbana, por sua vez, segue no mesmo ritmo: discreta ao ponto de ser praticamente imperceptível.

Um dos pontos que mais chama atenção é uma ladeira que antes servia de acesso ao bairro Vila Vitória. No local, existia um “trapiche”, estrutura simples de madeira que garantia ao menos o básico: a passagem de pedestres. A gestão municipal, demonstrando iniciativa, decidiu remover a estrutura. O problema, segundo os moradores, é que a prometida melhoria ficou apenas no campo da expectativa — e por lá permanece.

Hoje, o trecho se encontra em estado precário, transformando o deslocamento diário em um verdadeiro teste de equilíbrio, especialmente no período chuvoso, quando a via assume características mais próximas de um obstáculo natural do que de um acesso urbano. À noite, o cenário ganha contornos ainda mais “planejados”, com a ausência de iluminação e segurança completando o pacote.

Como não poderia deixar de ser, o descontentamento também alcança o poder legislativo municipal, cuja atuação, na avaliação dos moradores, segue tão visível quanto a manutenção das ruas. Mesmo com relatos de acionamentos junto ao Ministério Público, os efeitos práticos ainda parecem aguardar liberação — possivelmente presos em algum trâmite tão lento quanto as soluções prometidas.

Os impactos já ultrapassam o transtorno cotidiano e atingem diretamente a economia local. Um empresário da região relatou dificuldades para alugar imóveis, já que o acesso ao local se tornou um fator desmotivador — um detalhe aparentemente irrelevante para quem deveria zelar pelo desenvolvimento urbano.

Enquanto isso, a população segue fazendo o que lhe resta: pedir soluções urgentes. Afinal, entre promessas, intervenções pela metade e ausências completas, o básico — mobilidade, segurança e qualidade de vida — continua sendo tratado quase como um luxo.