colunista: Ivana Cristina
Fatos e Relatos de Brasileia e Epitaciolândia
Na década de 80, fui selecionada para estagiar no Banco da Amazônia (BASA), foi um grande avanço pessoal e profissional. O gerente era o Viana, um excelente profissional. Trabalhei com o Sansão, Ana, Licurgo Hassem, Delorgem, Nazaré Salvatierra, Gildo, Chico Brito, João Santiago, Ednaldo, Jackeline Oliveira, Osvaldo, Dona Chica, dentre outros.
Em frente ao BASA(hoje, prédio onde funciona o Bolsa Família), era um movimento constante, pessoas saíam e entravam na Casa Castro, na Loja da Dona Bade, na Casa Flor de Brasileia, na Farmácia da Dona Beatriz e em outros estabelecimentos próximos. A Dona Melfy com sua “motinha” vendia deliciosas saltenhas bolivianas, as legítimas, nos estabelecimentos bancários e comerciais. Sua freguesia era fiel. A Valdelice tinha um lanche perto do BASA, vendia deliciosas guloseimas. Além do BASA, funcionava outro Banco, o BANACRE(no local, hoje, funciona a Prefeitura), quem não lembra do Viana, Marleuda, Gilson Carvalho, Goreth Bibiano, “Seu” Luisinho, Mansour, Amarildo, Lucinha, Leila Galvão, Edvaldo… Que se acostumaram com a barulheira constante dos professores no dia do pagamento! E o Senhor Fortunato, a comandar o Correio(nunca mudou de local), o entra e sai dos alunos vindo da Escola Getúlio Vargas (hoje, CEDUP), à procura de catálogos da Hermes, às vezes, até já vencidos. O pessoal esperando para ser atendido no Consultório do Tuma. A Receita Federal funcionando ativamente, com a minha amiga Idelmilce, que recebia todos com um largo sorriso. As calçadas da Rua da frente, hoje, quase vazias, assistia a tudo. O pessoal se dirigindo ao Porto da Catraia, em direção a Cobija, que Seu Rangel remava com destreza, deslizando nas águas barrentas do Rio Acre.
O centro teve seu apogeu. Mas, devagar como em um apagar das luzes, o brilho foi sumindo. Fecharam o BANACRE, e como prenúncio, as águas foram chegando. Vieram devagarinho e foram crescendo, crescendo… E o movimento foi embora, bem devagar, da mesma forma que os Benjamins crescem na Rua da Frente… bem devagar!
E agora, ao contemplar as tardes ensolaradas, recordo-me com saudades “daquele tempo”, que era chique andar pelas calçadas da Avenida Prefeito Rolando Moreira, com seu melhor “traje”, em que “fervilhava” de gente.
Hoje, só nos resta saudades e uma nova esperança com o funcionamento do PANILANCHE, o Consultório da Doutora Leodir e a loja Lasai Modas. Abertura do “Chiquinho” Sorvetes e do Bristô da Vila, dois grandes empreendimentos, estão trazendo nova revitalização ao centro. O vai e vem dos estudantes de Medicina, turistas, barulho das motos e carros, sinalizam que ainda é tempo de mudanças. Enquanto os antigos Benjamins do alto de sua imponência, assistem a tudo e a todos.

