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Cooperação entre Brasil e Bolívia é apontada como estratégia para fortalecer a segurança nas fronteiras, destaca coronel Galvão, da SENASP

Cooperação entre Brasil e Bolívia é apontada como estratégia para fortalecer a segurança nas fronteiras, destaca coronel Galvão, da SENASP

Reportagem: Helizardo Guerra

Durante visita ao Acre, o coronel Galvão DIOP, da Coordenação-Geral de Fronteiras, Divisas e Biomas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), representante do Governo Federal, destacou, em entrevista ao site De Frente com a Notícia, ao jornalista Helizardo Guerra, falou da importância da cooperação entre as forças de segurança brasileiras e bolivianas no enfrentamento à criminalidade nas regiões de fronteira.

A atuação integrada entre os dois países é considerada estratégica diante dos desafios impostos pelo crime organizado, que utiliza as áreas de fronteira para ampliar sua movimentação e atuação. No Acre, a posição geográfica do estado, com fronteiras internacionais com a Bolívia e o Peru, reforça a necessidade de uma articulação permanente entre as instituições responsáveis pela segurança pública.

Durante a agenda no estado, um dos compromissos foi uma reunião com o comando das forças de segurança da Bolívia. O encontro teve como objetivo fortalecer a integração institucional e ampliar a cooperação entre os dois países, especialmente no compartilhamento de informações e no desenvolvimento de ações coordenadas de combate ao crime organizado.

“Precisamos trabalhar de forma integrada, seja nos nossos estados, seja com os nossos países com os quais fazemos fronteira”, destacou o coronel Galvão DIOP, ao defender uma atuação conjunta entre as forças de segurança.

Segundo o representante do Governo Federal, o fortalecimento da parceria entre os governos e as instituições de segurança tem contribuído para ampliar os resultados das ações de combate à criminalidade, com operações que resultam em apreensões e prisões.

O coronel também ressaltou que a dinâmica do crime organizado exige uma resposta cada vez mais articulada entre os estados brasileiros e os países vizinhos. Para ele, a integração das forças de segurança é fundamental para acompanhar a atuação das organizações criminosas e desenvolver estratégias mais eficientes de prevenção e repressão.

A cooperação entre Brasil e Bolívia ganha ainda mais relevância no Acre, onde a proximidade com o território boliviano torna a região um ponto estratégico para as ações de segurança. Nesse cenário, o diálogo entre as autoridades, o intercâmbio de informações e a realização de operações integradas podem contribuir para fortalecer o controle das fronteiras e ampliar a proteção da população.

A agenda do representante da SENASP reforça, portanto, que o enfrentamento à criminalidade nas regiões fronteiriças não depende apenas da atuação isolada de cada país, mas de uma estratégia conjunta, permanente e coordenada entre Brasil e Bolívia.