Reportagem: Helizardo Guerra
Com lixo se acumulando em cada esquina e ruas que mais parecem trilhas abandonadas, o bairro Vila Vitória, em Epitaciolândia, vive talvez o pior capítulo de sua história recente. A comunidade está esgotada — emocionalmente e fisicamente — diante de uma realidade que não apenas envergonha, mas revolta.
Moradores afirmam sentir-se enganados. As promessas de campanha, repetidas exaustivamente pela gestão municipal, hoje soam como um deboche público. Nada saiu do papel. Nada avançou. Ao contrário: a percepção é de retrocesso, abandono e um descaso que chega a ser cruel.
A indignação cresce na mesma velocidade que o lixo toma as calçadas. E, junto dela, surgem perguntas que ninguém parece disposto a responder: onde estão os vereadores que, em época de eleição, juraram defender justamente aqueles que agora enfrentam lama, mau cheiro, insegurança e precariedade todos os dias? Sumiram? Fingem não ver? Ou simplesmente decidiram virar as costas para quem acreditou neles?
O Ministério Público, que deveria agir diante das inúmeras denúncias encaminhadas por moradores e até por alguns poucos vereadores mais atuantes, também se tornou alvo de críticas. Por que nenhum avanço concreto? Por que tanta demora enquanto a população convive com problemas básicos e urgentes? No bairro, a sensação é uma só — e dura: abandono institucional completo.
Entre moscas, chorume, mato alto e uma infraestrutura que praticamente não existe, os moradores do Vila Vitória desabafam com um misto de cansaço, revolta e desesperança. Muitos dizem não suportar mais viver em condições que consideram humilhantes, desumanas e simplesmente injustificáveis.
Para eles, a atual gestão conseguiu transformar esperança em frustração — e a frustração, inevitavelmente, em revolta comentou um dos moradores do Bairro vila vitória.






