Moradores cobram providências e alertam para a situação preocupante da Rua Antônio de Almeida Campos, em Brasileia VEJA VIDEOS
Reportagem: Helizardo Guerra
Moradores da Rua Antônio de Almeida Campos, no bairro Alberto Castro, em Brasileia, afirmam estar enfrentando há vários anos problemas relacionados às condições da via e cobram providências do poder público municipal.
Segundo relatos da comunidade, diversos pedidos de intervenção já teriam sido encaminhados, tanto verbalmente quanto por escrito, à Secretaria Municipal de Obras. No entanto, de acordo com os moradores, até o momento não teria sido apresentada uma solução considerada efetiva para o problema.
A situação é motivo de preocupação principalmente para famílias que possuem crianças e pessoas com necessidades específicas, incluindo cadeirantes e pessoas com autismo. Conforme os moradores, as condições da rua dificultam o deslocamento e podem representar riscos à mobilidade e à segurança de quem precisa transitar pelo local diariamente.
Os moradores relatam ainda que já procuraram o secretário Municipal de Obras, Josué, em diferentes ocasiões, na tentativa de buscar uma solução. Conforme informado à comunidade, a empresa responsável pelo serviço, vencedora do processo de licitação, ainda não teria concluído a obra e estaria, segundo a explicação repassada aos moradores, deixando de cumprir parte das obrigações previstas no contrato.
A justificativa, porém, não encerra os questionamentos da comunidade. Entre as principais dúvidas está justamente quem deverá garantir a conclusão dos serviços e quais medidas o município pretende adotar diante de um eventual descumprimento contratual.
Chuvas aumentam preocupação
A proximidade do período chuvoso aumenta a preocupação dos moradores. Segundo relatos, em determinadas condições climáticas, a rua já apresenta dificuldades de acesso e chega a ficar praticamente intrafegável.
A comunidade teme que o agravamento das chuvas torne a situação ainda mais crítica, dificultando a entrada e saída de moradores, o tráfego de veículos e, principalmente, o deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida ou que necessitam de condições especiais de acesso.
Diante da ausência de uma solução considerada satisfatória, moradores afirmam que estudam buscar o Ministério Público para solicitar providências e cobrar esclarecimentos dos responsáveis pela execução e fiscalização dos serviços.
Comunidade questiona fiscalização
Outro ponto levantado pelos moradores é a fiscalização do contrato firmado entre o município e a empresa responsável pela obra. A comunidade cobra transparência sobre o andamento dos serviços, os prazos estabelecidos, as obrigações previstas no contrato e quais medidas poderão ser adotadas pelo poder público caso sejam confirmadas irregularidades no cumprimento das cláusulas contratuais.
Para os moradores, o problema deixou de ser apenas uma reclamação relacionada às condições de uma via pública. A situação, segundo eles, passou a envolver questões de mobilidade, segurança e qualidade de vida das famílias que residem na região.
O pedido da comunidade é para que o poder público municipal adote providências antes que o problema se agrave ainda mais, especialmente com a chegada das chuvas.
O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Obras e do secretário Josué, para que possam esclarecer a situação da empresa contratada, o cumprimento das obrigações previstas no contrato, as medidas que estão sendo adotadas e a previsão para a conclusão dos serviços.

