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PF não atribui R$ 1 milhão a Calegário e assessoria rebate associação do deputado ao caso

PF não atribui R$ 1 milhão a Calegário e assessoria rebate associação do deputado ao caso

 

da redação

Nota oficial destaca que não há informação pública da Polícia Federal apontando que os valores pertencem ao parlamentar ou que ele tenha participado de repasse de informações sobre operaçõesA assessoria do deputado estadual Fagner Calegário se manifestou nesta quarta-feira após publicações que associaram o nome do parlamentar à apreensão de aproximadamente R$ 1 milhão em espécie durante operações da Polícia Federal no Acre.

Até o momento, no entanto, a divulgação oficial da Polícia Federal informa apenas que os valores foram apreendidos com “alguns dos investigados”, sem atribuir publicamente o dinheiro ao deputado Fagner Calegário. A nota da PF também não aponta o parlamentar como integrante da estrutura investigada por possível obtenção e repasse indevido de informações sobre ações policiais.

Diante da repercussão, a assessoria afirmou não ter conhecimento de qualquer valor apreendido que pertença ao deputado e negou participação dele em eventual acesso ou repasse de informações relacionadas às operações da Polícia Federal.

“A associação do nome e da imagem do deputado à apreensão de valores e a supostas estruturas de repasse de informações exige rigor na apuração e clareza na apresentação dos fatos”, diz trecho da nota.

A manifestação ressalta ainda que referências a pessoas supostamente próximas ao parlamentar não demonstram, por si só, que os recursos apreendidos sejam de Calegário ou que ele tenha participado das condutas sob investigação.

A Polícia Federal informou que as operações Ptolomeu IV e Umbra cumpriram 28 mandados de busca e apreensão e apreenderam cerca de R$ 1 milhão em espécie com alguns investigados. A Operação Umbra apura uma possível estrutura criada para obter informações sobre movimentações e ações policiais.

A assessoria de Calegário afirmou respeitar o trabalho da Polícia Federal e a liberdade de imprensa, mas defendeu que as coberturas façam distinção entre fatos confirmados, informações atribuídas a fontes e hipóteses ainda sob investigação.

A equipe jurídica do parlamentar acompanha as publicações e analisa eventuais providências para resguardar sua honra e imagem, especialmente diante da repercussão do caso durante o período eleitoral.