colunista : Ivana Cristina Depoimento do próprio entrevistado Ícones de Brasileia e Epitaciolandia
Manoel Henrique Laurentino nasceu em 1939, em Presidente Prudente, no estado de São Paulo, mas escolheu essa terra para ser o seu lugar. Veio de São Paulo em 1974, para o Acre. Trabalhava com seu caminhão fazendo frete, a estrada de barro demorou 17 dias para chegar em Rio Branco, quando chegou as verduras já estavam estragadas. Resolveu ficar no Acre. Aceitou um frete para antiga Vila Epitácio e por aqui ficou. Foi trabalhar com o Senhor Zé Pinto puxando madeira. Em virtude disso ganhou o apelido de “Manoel dos Toros”. Por ter apenas dois caminhões em Vila Epitácio não lhe faltava trabalho. Conheceu e trabalhou com grandes homens: Francisco Honório, João Pimenta, Preto Ribeiro e outros. Depois de um determinado tempo começou a trabalhar para Mário Maffi, um homem que tem uma visão empreendedora. Juntos desbravaram essa região. Mário Maffi é um grande incentivador da agricultura, um “esteio”. É referência para quem está começando no ramo agrícola. Mário Maffi é um grande amigo de Manoel dos Toros. E Manoel tem muita admiração por ele. Manoel casou-se com Leda, filha de Chica Terta. A Chica Terta foi uma grande comerciante da pequena Vila Epitácio. Nas festas do Padroeiro São Sebastião, em janeiro, abria o espaço no seu comércio transformando em “boateca” para os moradores e turistas. Atraia muita gente a Boateca da Chica Terta, os moradores mais antigos devem lembrar. Com Leda tiveram três filhos. Mas, com o tempo separaram. A procura de um novo amor, conheceu Rosângela. Casaram e tiveram uma filha, Ana Carolina Martins de Abreu. Ana Carolina ama esporte: é capoeirista e atleta, destaque da região no esporte. Aos sábados, Manoel dos Toros participa de um Programa de Rádio na Eco Acre, fala sobre a agricultura, principalmente da nossa região. Atualmente, mora em um sítio em Epitaciolândia. Sempre viaja para ter contato com a família em São Paulo. Frequenta todas as igrejas, pois para ele: Deus é um só, independente da religião. Aos 87 anos, continua trabalhando, o trabalho “dignifica o homem” e mantém a saúde física e mental. Manoel dos Toros é um ícone, um grande homem que através do trabalho transformou a nossa região.