colunista: Ivana Cristina
Fatos e Relatos de Brasileia e Epitaciolandia
Em 2010, ouvi esse relato, que vos conto agora!
Maria morava no Bairro Samaúma, era uma “crente” fiel, daquelas que não perdia um culto, era a primeira a chegar e a última a sair. Gostava de limpar a igreja depois do culto, quando todos iam embora. Era tão prestativa, que tinha a chave da igreja. E naquela noite fria e escura, não foi diferente. O culto tinha se estendido até mais tarde que o costume, quando terminou de limpar a igreja, já eram 23h.
Saiu para casa meio receosa, parecia que todos os moradores de Brasileia estavam dormindo. Começou a andar mais rápido, a Rua Olegário França estava quase às escuras, transmitia um ar sombrio. Um arrepio percorreu sua “espinha”. Mas, mesmo com medo, continuou. Foi quando percebeu que tinha uma pessoa parada, em pé, olhando em sua direção. Ela apressou o passo, não tinha o quê fazer. Era esperar o pior.
Luís passou o dia bebendo, gastou todo seu dinheiro com bebida e estava “precisado” de uma mulher, poderia ser qualquer uma. E decidiu “atacar”, a primeira que visse.
Quando olhou viu uma mulher caminhando sozinha! Saiu do escuro e ficou esperando ela chegar mais perto.
De repente, um homem a acompanhou. O homem seguia ao seu lado, os dois apressaram o passo, quando passaram por ele, na rua Olegário França.
Ela passou por aquele desconhecido, tremendo de medo. Nem o seu neto, que acompanhava a igreja, nessa noite não tinha vindo. Seguiu seu caminho sozinha. Ainda bem que ele não tentou fazer nada comigo, pensou!
Quando chegou em casa, percebeu a hora, meia noite, o esposo, filhos e neto dormiam.
Estava segura em sua casa.
No outro dia, à tardezinha, sua vizinha chamou-a para conversar: o filho da Francisca, aquele que bebe muito, disse para a mãe dele que viu a senhora acompanhada de um homem, voltando da igreja! Só depois que vocês passaram, ele reconheceu a senhora, mas não, quem a acompanhava. Era um dos seus filhos? Perguntou à vizinha.
O filho da Dona Francisca deveria estar muito bêbado, porque fui e voltei da igreja sozinha, respondeu ela.
Ele jura que a senhora estava acompanhada, insistia a mulher.
Eu vim e voltei da igreja sozinha, insistiu Maria.
Deus não desampara os seus.
Ivana Cristina
Fatos e Relatos de Brasileia e Epitaciolandia