Ivana Cristina Colaboração: Luzia Queiroz Ícones de Brasileia e Epitaciolândia
colunista: Ivana Cristina
Manduca Mourão
colunista: Ivana Cristina
Manduca Mourão
Seu nome é Manoel José de Queiroz, mas todo mundo o conhece por Manduca Mourão, cearense do “pé rachado”, como dizem por aí. Veio para o Acre, como a maioria dos nordestinos, “cortar seringa”. E nesse rincão que ele cresceu e prosperou. Com o declínio da borracha, tornou-se agricultor, acostumado a “lidar” com a terra, fez desse ofício, além do trabalho, um hobby. A incansável vontade de trabalhar, fez ele criar raízes no Acre, com sua família. Sua esposa, Dona Dilma, com quem foi casado por 65 anos, já falecida, deixou um vazio imenso no seu coração e é no trabalho na roça que ele busca refúgio, para abrandar a saudade de sua amada esposa, mãe de seus nove filhos. Seu Manduca trabalha com amor, tudo o que faz, saí perfeito, do jeitinho dele. A enxada que ele trabalhava(agora, aposentada) já está minúscula, corroída pelo uso constante com o solo. Nem o sol abrasador de Brasileia, o intimida.